As remunerações dos trabalhadores a tempo inteiro na União Europeia voltaram a crescer, mas o fosso entre as várias economias do bloco continua bem evidente. De acordo com os dados estatísticos divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, o salário médio anual ajustado no conjunto dos Estados-membros situou-se nos 41.464 euros. Em Portugal, a remuneração média não foi além dos 26.202 euros, um valor que coloca o país no 18.º lugar da tabela comunitária.
Apesar de se manter na metade inferior da classificação europeia, o mercado de trabalho nacional registou uma dinâmica de crescimento ligeiramente acima da média do bloco. O montante de 26.202 euros alcançado pelos trabalhadores portugueses representa um avanço de 4,8% face aos 24.984 euros apurados no período homólogo anterior. Em comparação, o indicador global da União Europeia subiu 4,3%, tendo evoluído a partir dos 39.773 euros registados no ano transato.
As assimetrias na geografia dos rendimentos europeus continuam, contudo, a mostrar duas realidades substancialmente distintas. No topo do gráfico de remunerações surge o Luxemburgo, a liderar de forma destacada com um rendimento médio anual de 85.600 euros, secundado pela Dinamarca, com 73.500 euros, e pela Irlanda, onde os trabalhadores a tempo inteiro auferem, em média, 64.400 euros por ano.
No extremo oposto da tabela, os valores descem consideravelmente. A Bulgária assinala o valor mais baixo de toda a União Europeia, com uma média anual de 16.200 euros por trabalhador, figurando acompanhada na base do 'ranking' pela Grécia, com 18.800 euros, e pela Hungria, com 20.100 euros anuais.