

Os Santos Populares em Lisboa e no Porto registaram mais pagamentos por cartão, com destaque para as transações realizadas durante o São João, embora com um menor valor médio gasto por compra, segundo dados divulgados esta segunda-feira, 29 de junho, pela rede UNICRE.
Segundo as conclusões de um relatório da UNICRE, que analisou os pagamentos realizados na sua rede nacional durante as festas populares, em 2026 os Santos voltaram a impulsionar a atividade económica em Lisboa e no Porto, com a empresa a registar um aumento do número de pagamentos por cartão na sua rede nacional em ambos os concelhos, em relação ao período homólogo, com o Porto a obter o maior crescimento (+14,85%), face ao aumento de +7,41% em Lisboa.
No entanto, segundo a empresa, os pagamentos por cartão na rede nacional da UNICRE revelam que o valor médio gasto por compra foi inferior em ambas as cidades ao registado em 2025, “refletindo um consumidor mais contido”.
Em termos de faturação, o Porto teve um desempenho mais favorável. Nos dias 23 e 24 de junho, associados aos festejos de São João, a faturação aumentou 6,19%, face ao mesmo período de 2025, acompanhada por uma subida de 14,85% nas transações, com um valor médio por compra a recuar 7,54%, para 21,01 euros.
Em Lisboa, nos dias 12 e 13 de junho, período de celebração do Santo António, o número de transações cresceu 7,41%, mas a faturação diminuiu 4,95%, com um valor médio por compra a cair 11,51%, passando de 33,33 euros para 29,49 euros, “o que evidencia uma maior contenção no valor gasto por compra”.
Tanto no Porto como em Lisboa, a evolução foi impulsionada pelos cartões nacionais quando comparada com as transações feitas por cartões estrangeiros.
Numa nota, Tiago Oom, da UNICRE, justificou que “os Santos Populares são um verdadeiro barómetro da vitalidade do comércio local”.
“Em 2026, Lisboa e Porto registaram mais pagamentos por cartão, confirmando a capacidade destes eventos para gerar movimento e dinamizar os negócios. No entanto, os dados mostram também um consumidor mais racional no momento da compra: há mais transações, mas um menor gasto médio por compra”, resumiu, salientando que, neste cenário, o desafio para os negócios passa por ajustar “a oferta aos diferentes perfis de consumidor e aos diferentes momentos do mercado”.
Por setores, os maiores crescimentos de faturação no Porto ocorreram nos cabeleireiros (+65,75%), acessórios automóveis e oficinas (+29,48%), papelarias, livrarias, revistas e tabaco (+23,56%), gasolineiras (+22,23%) e retalho alimentar tradicional (+15,38%).
Em Lisboa, destacaram-se o retalho alimentar tradicional (+29,02%), papelarias, livrarias, revistas e tabaco (+26,03%), perfumarias (+22,35%), hipermercados e supermercados (+16,42%) e saúde (+11,67%).