

A Randstad Research divulgou esta quinta-feira, 16 de outubro, um novo estudo sobre o mercado de trabalho no setor da saúde em Portugal, com base em dados do INE, Eurostat e IEFP.
O relatório revela que o setor da saúde representa 9,7% do emprego total no país, consolidando-se como um dos maiores empregadores.
Os dados indicam que o mercado de trabalho na saúde está a viver um período de grande expansão. No segundo trimestre de 2025, o setor da saúde humana e apoio social empregava 524,5 mil pessoas, o que representa um aumento de 51,9 mil postos de trabalho em comparação com 2019, ou seja, um crescimento de 11% em seis anos.
A subcategoria de "atividades de saúde humana", que inclui hospitais e clínicas, é responsável por 62% desse emprego.
Entre 2021 e 2024, o número de profissionais de saúde aumentou em todas as categorias. Os médicos e médicos dentistas registaram o maior crescimento percentual, com um aumento de 9%. Farmacêuticos e enfermeiros também tiveram um crescimento de 7%, representando o maior aumento em termos absolutos. Em 2024, contavam-se 63.965 médicos, 85.499 enfermeiros, 10.786 farmacêuticos e 12.490 médicos dentistas.
O número de trabalhadores independentes na saúde tem aumentado desde 2010, especialmente após 2018, alcançando 35,2 mil em 2024. Este crescimento indica uma dependência crescente de profissionais liberais, como médicos e enfermeiros, no setor da saúde em Portugal.
O desemprego na área da saúde é baixo, com apenas 20.286 profissionais desempregados em agosto de 2025, representando 6,7% do total de desemprego nacional. Além disso, a saúde é o setor mais feminizado da economia, com 82% dos profissionais a serem mulheres.
No que diz respeito à distribuição do emprego, 63,6% dos profissionais da saúde trabalham no setor privado, enquanto 36,4% estão no setor público. O número de empresas na área da saúde e apoio social também tem crescido, com 118.558 entidades registadas em 2023, um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior.
Os salários na saúde aumentaram significativamente, atingindo uma média de 1.978 euros em junho de 2025, um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior e 54,8% desde 2016. Esta evolução reflete a valorização das funções técnicas e clínicas, bem como a necessidade de retenção de talento em um mercado competitivo.
Luísa Cardoso, Business Unit Manager da Randstad, afirmou que "o setor da saúde é hoje um verdadeiro pilar económico". Destacou a importância da valorização salarial e a necessidade de continuar a investir em formação e inovação para enfrentar desafios como a escassez de profissionais e o envelhecimento da força de trabalho.