A taxa de inflação aumentou 2,8% em agosto, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de julho, segundo a estimativa provisória divulgada esta sexta-feira, 29 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).A informação apurada pelo instituto, ainda está sujeita a revisão, aponta para uma aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC).Depois de em julho a diferença no índice em relação ao mesmo mês do ano passado ser de 2,64%, a taxa passou para 2,78% este mês, indica o INE na síntese estatística.O indicador de inflação subjacente – o índice total excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos – registou uma variação de 2,5% face ao valor do índice em agosto do ano passado. Neste caso, a diferença é igual à de julho.“A variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -0,2% (-1,1% em julho) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá voltado a acelerar para 7,0% (6,1% no mês anterior)”, detalha o INE.A variação global do IPC em relação a julho (em cadeia) foi negativa, com a diferença mensal a ser de -0,2%. A descida foi menor do que a registada de junho para julho, que foi de -0,4%.Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite fazer comparações com outros países europeus, registou uma variação homóloga de 2,5%, tendo a diferença ficado num “valor idêntico” ao de julho.O INE vai publicar os dados definitivos sobre a inflação de agosto a 10 de setembro, altura em que se ficará a saber se os valores provisórios agora divulgados são os mesmos ou se sofrem uma revisão.Confirmado crescimento de 1,9% da economia no 2.º trimestreA economia portuguesa cresceu 1,9% no segundo trimestre do ano, em termos homólogos, e 0,6% em cadeia. "O Produto Interno Bruto (PIB), em volume, registou uma variação homóloga de 1,9% no segundo trimestre de 2025, taxa superior em 0,2 pontos percentuais à observada no trimestre precedente", indica o INE, confirmando a estimativa rápida divulgada no final de julho.Segundo os dados hoje divulgados, a variação em cadeia também não sofreu revisões: "Comparando com o primeiro trimestre de 2025, o PIB aumentou 0,6% em volume, após uma diminuição de 0,4% no trimestre anterior”, refere.Taxa de desemprego baixa para 5,8% em julhoA taxa de desemprego diminuiu, por sua vez, para 5,8% em julho, face ao mesmo mês de 2024 (-0,7 pontos percentuais) e ao mês anterior (-0,3 pontos).De acordo com os dados do INE, a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 10%, valor inferior ao de junho (0,3 pontos percentuais), ao de três meses antes (0,5 pontos) e ao do mesmo mês do ano anterior (1,1 pontos).No mês em análise, a população empregada (5.260,4 mil) alcançou o valor mais elevado desde fevereiro de 1998.Já a população desempregada (323,1 mil) diminuiu em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (15,7 mil; 4,6%), três meses antes (23,8 mil; 6,8%) e mesmo mês de 2024 (28,8 mil; 8,2%).Segundo o INE, a população ativa (5.583,6 mil) aumentou relativamente a junho de 2025 (1,8 mil; a que correspondeu uma variação relativa quase nula), a abril do mesmo ano (15,6 mil; 0,3%) e a julho de 2024 (173,2 mil; 3,2%).Por sua vez, a população inativa (2.456,4 mil) aumentou em relação ao mês anterior (6,7 mil; 0,3%) e a três meses antes (8,9 mil; 0,4%), e diminuiu face ao mês homólogo (59,1 mil; 2,4%).Ao divulgar as estatísticas de julho, ainda provisórias, o INE fixou valores definitivos para o mês de junho, tendo revisto ligeiramente em alta a taxa daquele mês face ao anteriormente divulgado, passando-a de 6% para 6,1%.A taxa de desemprego continua a ser maior entre as mulheres do que entre os homens, com 6,2% de desemprego entre a população feminina em julho, face a 5,3% entre os homens.Entre os jovens, em junho e julho deste ano, a taxa de desemprego (18,9%) registou o valor mais baixo desde junho de 2023 (18,5%), enquanto a taxa de desemprego de adultos no mês de julho (4,8%) foi o valor mais baixo desde fevereiro de 2022 (4,7%).Rendas podem subir 2,25% no próximo anoO valor das rendas poderá aumentar 2,25% em 2026. Nos últimos 12 meses até agosto a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 2,25%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).Contudo, o valor efetivo de atualização das rendas – aplicável tanto ao meio urbano como ao meio rural – só será apurado em 10 de setembro, quando o INE divulgar os dados definitivos referentes ao IPC de agosto de 2025, tendo depois de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro.Só após a publicação em Diário da República é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso.A taxa deste ano, para aplicar em 2026, representa uma aceleração face ao ano passado (aplicada às rendas de 2025), quando se fixou em 2,16%.