

Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes totalizavam, no final de maio, 333.392 milhões de euros, uma subida de 5,8% em termos homólogos e de 2,2% em cadeia, divulgou esta sexta-feira o Banco de Portugal (BdP).
O valor registado no final de maio compara com 315.039 milhões de euros em títulos de dívida emitidos por entidades residentes um ano antes.
Face a abril, a subida foi de 7.336 milhões de euros, numa variação justificada pela emissão de títulos de dívida acima das amortizações em todos os setores.
No caso do setor financeiro, as emissões líquidas de 3.218 milhões de euros são o valor mais elevado da série desde abril de 2020, enquanto nas administrações públicas e nas empresas financeiras, as emissões ultrapassaram as amortizações em, respetivamente, 1.235 milhões de euros e 582 milhões de euros.
O BdP assinala que os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas valorizaram-se em cerca de 1.700 milhões de euros, enquanto nas empresas não financeiras este valor foi próximo de 600 milhões de euros.
No final de maio, os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas somavam 196.800 milhões de euros, sendo que as emissões líquidas de amortizações acumuladas no ano correspondiam a 14.072 milhões de euros – mais 1.838 milhões de euros do que no mesmo mês do ano passado.
No final de maio estavam previstas, para os 12 meses seguintes, amortizações de títulos de dívida no valor de 56,8 mil milhões de euros, o equivalente a 16,4% do 'stock' vivo.
O BdP assinala que as empresas não financeiras estimam amortizar 7.917 milhões de euros este mês e as administrações públicas 12.484 em julho deste ano.
Já o 'stock' de ações cotadas emitidas por entidades residentes, depois de ter atingido um máximo desde 2008 em abril, recuou 3.115 milhões de euros em maio. Esta redução em cadeia foi, diz o BdP, “diferente entre setores”.
“As ações cotadas das empresas não financeiras tiveram uma desvalorização de 4,1 mil milhões de euros, parcialmente justificada pelo pagamento de dividendos, enquanto o setor financeiro registou uma valorização de 0,9 mil milhões de euros”, explica o banco central.