UE aplica na 5.ª feira novas regras para incentivar reciclagem na indústria automóvel
Filipe Amorim / Global Imagens

UE aplica na 5.ª feira novas regras para incentivar reciclagem na indústria automóvel

Em concreto, a partir de 2032 todos os veículos terão de incorporar pelo menos 15% de plástico reciclado, percentagem que sobe para 25% a partir de 2036. Vão também ser aplicadas novas metas para a utilização de aço e alumínio reciclado.
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A União Europeia começa a aplicar na quinta-feira um novo regulamento para o setor automóvel, que tornará obrigatória a partir de 2032 a incorporação de materiais reciclados na produção de veículos, para atingir metas ambientais e reduzir dependências externas.

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que a partir de quinta-feira vão entrar em vigor novas regras quanto à “conceção, produção, recolha e tratamento de veículos em fim de vida”, com o objetivo de “reforçar a circularidade no setor automóvel”.

Este novo regulamento vai introduzir pela primeira vez na Europa metas obrigatórias “relativas à incorporação de plástico reciclado nos veículos, de modo a aumentar a procura de materiais reciclados”, explica o executivo comunitário.

Em concreto, a partir de 2032 todos os veículos terão de incorporar pelo menos 15% de plástico reciclado, percentagem que sobe para 25% a partir de 2036.

Vão também ser aplicadas novas metas para a utilização de aço e alumínio reciclado, que irão começar a vigorar a partir de 2033.

O executivo comunitário salienta que todos os anos cerca de 10 a 12 milhões de veículos na UE deixam de funcionar e são tratados como resíduos, quando ainda representam uma “fonte fiável de matérias-primas valiosas”.

“Quando estes veículos não são devidamente geridos, podem causar problemas ambientais e a economia europeia perde milhões de toneladas de materiais”, afirma a Comissão Europeia, acrescentando que o novo regulamento irá permitir reforçar a base industrial da Europa.

“Ao promover a recuperação, reutilização e reciclagem de aço, alumínio, cobre e plásticos, o regulamento reduzirá a dependência de matérias-primas importadas, reforçará a segurança em termos de cadeias de abastecimento, apoiará a indústria e diminuirá a produção de resíduos”, indica o executivo comunitário.

O novo regulamento estipula também que, a partir de meados de 2031, apenas veículos em condições de circulação poderão ser exportados para fora da União Europeia (UE), “contribuindo para proteger o ambiente e evitar que veículos em fim de vida sejam exportados como veículos usados”.

Com as novas regras, os fabricantes de automóveis passarão também a ter de fornecer “instruções claras e detalhadas sobre a remoção e substituição de peças, tanto durante a utilização dos veículos, como no final da sua vida útil”, com o objetivo de garantir que o maior número de componentes pode ser reutilizado.

Citado no comunicado, o vice-presidente da Comissão Europeia Stéphane Séjourné afirma que este regulamento não diz apenas respeito à gestão de resíduos, mas igualmente à “resiliência e ao futuro industrial da Europa”.

“Contribui para reduzir as nossas dependências de fornecedores externos, reforça a segurança económica da Europa e mantém os recursos estratégicos dentro da UE. Isto não é apenas uma boa política ambiental, é também uma política industrial pragmática”, defende.

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