UE lança iniciativa de 25 milhões para criar 500 mil empregos para mulheres no Mediterrâneo

De acordo com Bruxelas, a iniciativa “pretende contribuir para aumentar em 5% o emprego feminino na região até 2030”.
UE lança iniciativa de 25 milhões para criar 500 mil empregos para mulheres no Mediterrâneo
FOTO:DR/EC - Audiovisual Service
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A Comissão Europeia lançou hoje uma iniciativa de 25 milhões de euros para aumentar o emprego feminino no Médio Oriente e Norte de África, visando contribuir para criar 500 mil postos de trabalho para mulheres até 2030.

“A Comissão Europeia lançou hoje uma nova iniciativa para aumentar o emprego das mulheres no Médio Oriente e Norte de África. A Iniciativa para Impulsionar o Emprego das Mulheres, uma das iniciativas emblemáticas do Pacto para o Mediterrâneo, mobilizará 25 milhões de euros, incluindo uma contribuição de 10 milhões de euros da UE, com o objetivo de ajudar a criar 500 mil novos postos de trabalho para mulheres”, indica a instituição em comunicado.

De acordo com Bruxelas, a iniciativa “pretende contribuir para aumentar em 5% o emprego feminino na região até 2030”, apostando em competências, empreendedorismo e criação de emprego, nomeadamente nos setores dos cuidados, economia verde, ciência e tecnologia.

A medida integra o Pacto para o Mediterrâneo e enquadra-se na estratégia da UE para reforçar a cooperação com os países da vizinhança sul, incluindo através de medidas destinadas a combater as causas profundas da migração irregular e criar oportunidades económicas nos países de origem e trânsito.

A aposta surge após a recente crise migratória em Ceuta, quando dezenas de milhares de pessoas chegaram à cidade espanhola a partir de Marrocos, reforçando Bruxelas a importância da cooperação com os parceiros do Mediterrâneo na gestão da migração.

A política migratória da UE prevê, além do reforço do controlo das fronteiras e do combate às redes de tráfico, o desenvolvimento económico dos países parceiros, vias de migração legal e oportunidades de emprego como instrumentos de uma abordagem mais abrangente às migrações.

A participação das mulheres no mercado de trabalho no Médio Oriente e Norte de África se mantém em cerca de 20% há mais de duas décadas, estimando-se que a redução da diferença entre homens e mulheres possa aumentar o PIB regional em até 60%.

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