

Os preços das casas para arrendar em Portugal recuaram 2,9% em maio face ao mesmo mês de 2025, segundo o índice de preços do idealista, publicado esta terça-feira, 2 de junho, que aponta um preço mediano de 16,3 euros por metro quadrado no final do mês.
A descida afasta‑o do máximo histórico de 17 euros/m², registado em outubro de 2025, e integra uma tendência de queda consolidada nos últimos quatro meses — com variações mensais de -1,9% em janeiro, -1,4% em fevereiro, -1,2% em março e -2,7% em abril.
A análise por capitais de distrito e regiões autónomas revela um mercado heterogéneo, já que 11 das 15 cidades registaram subidas anuais, com Viana do Castelo (+17,5%), Castelo Branco (+14,8%), Faro (+11,2%) e Funchal (+10,8%) à cabeça.
Em contrapartida, verificaram‑se quedas em Viseu (-8,4%), Porto (-7,7%), Lisboa (-2,7%) e Braga (-0,9%).
Lisboa permanece, porém, a cidade mais cara para arrendar, com um preço mediano de 21,8 euros/m², seguida do Funchal (16,9 euros/m²) e do Porto (16,4 euros/m²).
As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,6 euros/m²) e Castelo Branco (7,4 euros/m²).
Por distritos e ilhas, 13 dos 19 territórios analisados registaram subidas nos últimos 12 meses — lideradas por Évora (+14%) e Viana do Castelo (+10,1%) — enquanto as maiores quedas surgiram na Guarda (-14,3%), Coimbra (-11,6%) e Viseu (-6%).
Sem surpresas, o distrito de Lisboa é o mais caro (20 euros/m²), seguido da ilha da Madeira (16 euros/m²) e do distrito de Faro (15,4 euros/m²), ao passo que a Guarda (seis euros/m²), Portalegre (6,7 euros/m²) e Viseu (7,2 euros/m²) mantêm os preços mais baixos.
A nível regional, quatro das sete regiões aumentaram rendas no ano — com os Açores (+12,5%), Alentejo (+9,3%) e Madeira (+8,8%) em destaque — enquanto Norte (-6,4%), Centro (-2,4%) e Área Metropolitana de Lisboa (-2,2%) registaram descidas.
A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara (19,4 euros/m²), seguida da Madeira (16 euros/m²) e do Algarve (15,4 euros/m²), ao passo que os Açores (11,4 euros/m²) e o Centro (10,1 euros/m²) permanecem como as regiões mais acessíveis.