Zero diz que Portugal está excessivamente exposto à volatilidade dos mercados de petróleo

Associação propõe a consignação progressiva do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e insiste no reforço e eletrificação dos transportes públicos
Zero diz que Portugal está excessivamente exposto à volatilidade dos mercados de petróleo
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A associação Zero defendeu este domingo, 8 de março, que Portugal está excessivamente exposto à volatilidade dos mercados internacionais de petróleo e insistiu no reforço e eletrificação dos transportes públicos para travar o consumo e as consequências dos combustíveis fósseis.

“Esta dependência tem efeitos diretos na inflação, no custo de vida e na competitividade da economia”, alertou a associação, em comunicado, contextualizando a posição com a subida dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Médio Oriente, agravado com a guerra no Irão.

Para a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, o país deve "ultrapassar atrasos nas infraestruturas de transporte público e carregamento de veículos”.

A associação propõe também a consignação progressiva do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) para apoio a uma mobilidade “mais sustentável”.

De acordo com a organização, em 2023, o setor dos transportes representava cerca de 34% das emissões nacionais de gases com efeito de estufa e continua a depender “quase totalmente” de combustíveis fósseis importados.

“Portugal importa todo o petróleo que consome, sendo o gasóleo o principal combustível utilizado no transporte rodoviário de mercadorias e passageiros. Sempre que o preço internacional do petróleo sobe, os impactos propagam-se rapidamente por toda a economia, aumentando os custos de transporte de bens e serviços e pressionando a inflação”, lê-se no comunicado.

Para a Zero, a melhor solução para fazer face a estas situações não é uma redução temporária de impostos, mas “a redução estrutural da dependência do petróleo”, através da eletrificação de veículos, principalmente os de uso intensivo, e do reforço do transporte público.

“É inadmissível não existirem planos sérios de melhoria da oferta em linhas da CP e da Fertagus nas Áreas Metropolitanas", criticou, defendendo igualmente medidas para eletrificar veículos ligeiros e pesados de mercadorias, táxis, TVDE, frotas de uso empresarial e bicicletas de uso partilhado.

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Na análise da Zero, a atual crise geopolítica demonstra que a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas também económica e social.

"A resposta às crises energéticas recorrentes deve ser clara: menos petróleo, mais eletrificação e mais transporte público", sustentou a associação.

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