Efacec quer participar no plano de investimentos de infraestruturas em Angola

Quais são os planos de Isabel dos Santos para a Efacec? A empresária angolana, depois de ter ficado com a maioria da principal unidade da empresa, quer apostar na internacionalização da empresa de Matosinhos, mantendo o centro de decisão em Portugal, segundo o administrador da sociedade Winterfell, Mário Leite Silva.
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"O objetivo do investimento é relançar a internacionalização da Efacec levando-a a participar em projetos de desenvolvimento nomeadamente em Angola", adianta Mário Leite Silva em declarações ao Dinheiro Vivo. "Esta operação permite à Efacec a oportunidade de ser um parceiro no plano angolano de investimentos em infraestruturas", acrescenta o administrador.

A Power Solutions, a unidade que passou a ser detida maioritariamente por Isabel dos Santos, é responsável por duas áreas: energia - com transformadores, aparelhagem, automação e mobilidade eléctrica - e engenharia. Esta unidade faturou cerca de 500 milhões de euros por ano e conta com aproximadamente 2500 colaboradores e opera em 80 países, segundo os dados publicados na quinta-feira.

A Sociedade Winterfell, com o investimento de 200 milhões de euros na Efacec, pretende "reforçar financeiramente a empresa portuguesa, aumentar a sua capacidade de investimento e atuação no mercado", diz Mário Leite Silva. E, além do mercado angolano, pretende "participar nos ambiciosos planos de desenvolvimento da África Subsariana".

Embora detida maioritariamente por capital angolano, a Efacec vai manter as instalações em Portugal. "O centro de decisão manter-se-á em Portugal", garantiu esta sexta-feira o administrador ao Diário Económico. Manutenção que passará, no curto prazo, por "pequenos ajustamentos" em termos de custos.

Isabel dos Santos formalizou esta quinta-feira a entrada no capital da Efacec através da sociedade Winterfell, detida maioritariamente pela empresária angolana e com uma participação minoritária da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), companhia estatal angolana.

O grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves passam a deter uma participação de 35%. Operação que teve luz verde dos principais credores, Caixa Geral de Depósitos e Millennium BCP.

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