Empresa de extração de pedra da Lourinhã começou há um ano a exportar

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A única empresa de extração de pedra existente na Lourinhã começou há um ano a vender matéria-prima para o estrangeiro para fugir à crise e a exportação representa agora 20% da sua faturação, revelou o administrador.

Nuno Carvalho, administrador da Barranca - Sociedade de Britas, disse à agência Lusa que, devido à crise no setor da construção e à contenção orçamental dos municípios, a empresa foi obrigada a adaptar-se ao mercado e a encontrar estratégias para ultrapassar a crise.

Segundo o responsável, "98% da produção é vendida para o mercado externo e, um ano depois dessa aposta, 20% da faturação é obtida com a exportação".

Nuno Carvalho sublinhou que "a brita é um produto barato e a empresa vendia apenas na região, porque o transporte encarece muito o produto, mas devido à crise foi obrigada a entrar no mercado internacional".

Em 2011 a empresa reduziu 90% da sua faturação e despediu quase metade dos seus trabalhadores para continuar a ser competitiva, mas entretanto tem vindo a "compensar" essas quebras com a exportação e está a obter "bons resultados".

A matéria-prima da extração da rocha ornamental é vendida e depois transformada para seguir para a China, Itália, França, Brasil e Israel.

Tendo em conta a qualidade do calcário existente no subsolo do concelho da Lourinhã, este jovem empresário, de 31 anos, explicou que a matéria-prima produzida tem um "enorme valor acrescentado" no mercado externo, porque concorre apenas com a qualidade da que existe no Egipto, na Turquia, na Bélgica e em algumas indústrias nacionais localizadas na Estremadura.

A empresa fatura por ano um milhão de euros e possui 12 trabalhadores.

No concelho, é detentora de 25 hectares de área extrativa, mas pretende ampliá-la

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