Empresas em Portugal estão mais conservadoras nos orçamentos salariais

Estudo da consultora WTW adianta que 41% das empresas com atividade em Portugal inquiridas informaram que "os seus orçamentos salariais para o ciclo de 2024 são inferiores aos do ano passado".
Empresas em Portugal estão mais conservadoras nos orçamentos salariais
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As empresas portuguesas estão em 2024 "mais conservadoras" no desenho dos orçamentos salariais, sendo que aumentou em 11% o número de organizações cujo orçamento para aumentar os vencimentos dos trabalhadores é inferior ao ano anterior, de acordo com o survey "2024 Salary Budget Planning" da WTW.

Em comunicado, a consultora adianta que 41% das empresas com atividade em Portugal inquiridas informaram que "os seus orçamentos salariais para o ciclo de 2024 são inferiores aos do ano passado".

O inquérito demonstra que 80% das empresas em Portugal procuram uma estabilidade de longo prazo quanto ao número de funcionários, considerando "que o período de elevadas demissões e rotatividade já passou e que as organizações mantêm o número de efetivos. Por isso, segundo a WTW, "se tornaram mais conservadores" em relação aos orçamentos salariais.

Acresce que 14% da empresas inquiridas revelou aumentar o recrutamento nos próximos 12 meses, enquanto 6% pretendem diminuir o número de trabalhadores.

"As organizações em Portugal que reduziram os orçamentos salariais referiram como principais causas as pressões inflacionistas, as preocupações relacionadas com a gestão de custos e os resultados financeiros mais fracos", lê-se. Já as empresas que aumentaram os orçamentos salariais justificaram o aumento também com "as pressões inflacionistas e um mercado de trabalho mais restrito".

"Se 2024 regista um aumento médio de salários de 4.0%, para 2025 espera-se um aumento médio de 3,7%", diz a consultora, referindo que "a inflação desceu significativamente em 2024 para 2,5% e prevê-se que continue a descer em 2025".

De acordo com as conclusões da WTW, as empresas "estão a tomar medidas para dar resposta às atuais condições de mercado e às necessidades das equipas, colocando uma maior ênfase na diversidade, equidade e inclusão, maior flexibilidade no local de trabalho e melhoria da experiência dos recursos humanos".

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