Dois em cada cinco profissionais aponta investimento em IA como principal área de investimento a 12 meses

A conclusão é de um estudo cujas respostas indicam que só 21% dizem que existem orientações claras sobre o uso de IA. Em simultâneo, um terço acreditam que a resistência à mudança é o maior entrave.
Um dos maiores desafios que a Intel enfrenta é a dificuldade de competir na nova era de Inteligência Artificial.
Um dos maiores desafios que a Intel enfrenta é a dificuldade de competir na nova era de Inteligência Artificial.FOTO: Unsplah
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A IA surge cada vez mais como prioridade na hora de investir, mas as empresas portuguesas continuam a pecar nos métodos de adoção. Em simultâneo, um em cada quatro profissionais acreditam que a IA vai conduzir à eliminação de postos de trabalho.

As conclusões resultam do estudo “Leading the Future Economy - Perceções sobre os desafios e prioridades das empresas no futuro da economia”, desenvolvido pela QSP.

Entre os inquiridos, 43,1% antecipa que a IA será a principal área de investimento para os próximos 12 meses. Seguem-se a tecnologia e transformação digital (34,1%) e a cibersegurança (26,2%).

Ainda assim, são 21,2% os que dizem que a respetiva organização conta com orientações claras para a adoção de IA. Em simultâneo, 30,5% esclarecem que as mesmas estão em desenvolvimento e 19,3% assinalam que não existem quaisquer orientações.

Entre as barreiras mais evidentes surgem a resistência à mudança (33,1%), a falta de conhecimento interno (31%), as preocupações com privacidade e segurança (26,6%) e os custos elevados (24,1%).

Impacto no mercado de trabalho

Um terço dos respondentes indicam que a IA vai sobretudo transformar funções existentes (32,8%), ao passo que um quarto acreditam que algumas funções serão eliminadas (24,7%) e são menos os que creem na criação de novos postos de trabalho (15,8%).

Em simultâneo, as competências mais valorizadas para os líderes do futuro passam pela literacia digital e tecnológica, incluindo IA (42,8%), gestão de pessoas e talento (35,5%), abertura à mudança e aprendizagem contínua (33,8%) e capacidade de adaptação e agilidade (33,4%).

Perspetivas económicas preocupam

Relativamente à principal característica da economia para os próximos cinco anos, “mais imprevisível” surge na liderança (42,1% das escolhas) e “mais digital” fica em segundo lugar (29,7%).

Olhando para os próximos 12 meses, são mais de um terço os que antecipam um cenário de desaceleração económica (34,8%). Seguem-se os que apontam para a estagnação (19,3%) e os que admitem recessão (15,2%). Menos de um décimo acreditam num cenário de crescimento forte (9%).

Quanto à metodologia, foram consideradas 290 respostas válidas, que chegaram de profissionais ativos em Portugal, incluindo quadros médios e superiores, de diferentes setores de atividade. A recolha foi feita entre os dias 16 de abril e 8 de maio.

Um dos maiores desafios que a Intel enfrenta é a dificuldade de competir na nova era de Inteligência Artificial.
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