

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) lidera uma delegação de vinte empresas portuguesas na 41.ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre entre 21 e 26 de julho na Zona Económica Especial Luanda‑Bengo.
A iniciativa surge em coordenação institucional com a AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal — e com a Câmara de Comércio e Indústria Portugal‑Angola (CCIPA).
A comitiva portuguesa integra empresas de setores variados com potencial exportador e de cooperação: fabricantes de maquinaria industrial, produtores de azeite e laticínios, empresas de consultoria e software, embalagens de papel e cartão, têxtil, produtos de limpeza, farmacêuticas, e fornecedores de mobiliário e iluminação.
A diversidade representa um foco claro em oportunidades de internacionalização e fornecimento para cadeias produtivas angolanas em expansão.
A organização da FILDA 2026 regista até agora 2.348 participações diretas e indiretas e a presença anunciada de mais de 20 países.
Estão representadas dez províncias angolanas, destacando o alcance nacional do certame: Benguela, Cabinda, Bié, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Namibe, Uíge e Zaire.
O evento ocupa três pavilhões expositivos, duas áreas exteriores para maquinaria industrial e inclui salas de conferências e espaços destinados a reuniões B2B.
O tema desta edição, "Produzir e inovar localmente, vencer globalmente", sublinha a ênfase nas cadeias de valor locais e na atração de investimento para produção doméstica com vista à exportação.
Na edição anterior, em 2025, a FILDA contou com cerca de 1.800 empresas de 18 países e estimou‑se que tenha gerado mais de 60 milhões de dólares em negócios (cerca de 52 milhões de euros), um indicador de relevância económica para operadores estrangeiros e nacionais.
Para as empresas portuguesas, a participação na FILDA representa uma oportunidade de afinar estratégias de entrada no mercado angolano, explorar contratos de fornecimento público e privado e estabelecer parcerias locais.