

A Apple registou uma faturação acima do esperado no terceiro trimestre, mas as perspetivas para o último período de 2026 não são animadoras. O preço dos chips pressiona a tecnológica, que antecipa margens abaixo do que se antecipava.
De referir que esta foi a primeira apresentação de resultados desde que John Ternus assumiu o cargo de CEO em setembro.
A empresa mais valiosa do mundo (avaliada em 4,95 biliões de dólares na bolsa de valores de Nova Iorque) apresentou na noite de segunda-feira os resultados financeiros do terceiro trimestre. Entre as boas notícias está o aumento das receitas com o iPhone, assim como o crescimento das vendas no geral.
A faturação aumentou 12% e atingiu 114,48 mil milhões de dólares (acima dos 113,4 mil milhões esperados), o que significa que os ganhos por ação ascenderam a 2,10 dólares (contra 1,99 dólares esperados).
Isolando a venda de iPhones, a marca faturou 57,58 mil milhões de dólares, ou seja, ligeiramente mais de metade da receita total (as contas só incluem os primeiros oito dias de vendas do novo iPhone 18 Pro, ao passo que o iPhone Duo ainda não tinha chegado às lojas quando os dados foram recolhidos).
Todos estes números surpreenderam pela positiva, mas não animam os mercados, na manhã desta terça-feira.
Apesar de vários indicadores a surpreenderem pela positiva, a perspetiva para o presente trimestre desilude os mercados.
A Apple depara-se com componentes fulcrais muito mais caros — desde logo memória e chips. Neste contexto, antecipa uma redução das margens. Ao mesmo tempo, as perspetivas de vendas do iPad ficam aquém do que se antecipava, para o quarto trimestre de 2026.
De resto, as ações estão a cair 3,84% pelas 10h54 desta terça-feira, em pré-mercado. Na origem está precisamente a insegurança dos investidores, em reação às contas da empresa.