

A Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) alertou hoje para os impactos negativos do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Índia no setor do alumínio em Portugal, exigindo salvaguardas do Governo e das instituições europeias.
“O acordo poderá agravar situações de concorrência desleal, colocando em causa a sustentabilidade económica e industrial de um setor considerado estratégico para a transição energética e para a autonomia industrial europeia”, lê-se no comunicado divulgado pela associação.
A APAL nomeou fatores como custos energéticos, pressão regulatória ambiental e crescente concorrência internacional, enquanto desafios estruturais para o setor industrial na Europa.
Desta forma, a associação dirigiu uma carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, aos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, Finanças e Ambiente e aos deputados portugueses ao Parlamento Europeu, visando assegurar que as preocupações do setor fossem consideradas na reunião do Conselho Europeu de 12 de fevereiro.
A APAL defende a adoção de mecanismos de proteção eficazes para setores industriais estratégicos, bem como regras que promovam a preferência europeia em áreas sensíveis e uma abordagem estruturada de redução dos riscos económicos e industriais associados a acordos comerciais internacionais.
“A APAL sublinha que o setor do alumínio desempenha um papel essencial em cadeias de valor críticas para a economia europeia, nomeadamente na construção, mobilidade sustentável, energia e indústria transformadora, sendo determinante para objetivos como a descarbonização e a circularidade dos materiais”, referiu no comunicado.
Neste sentido, reforçou a necessidade de uma análise aprofundada dos impactos económicos e industriais decorrentes do acordo comercial entre a UE e a Índia.