Banco Carregosa não antecipa impacto material de buscas na atividade ou resultados

A entidade esclarece ainda que os 66 milhões de possíveis fraudes não dizem respeito ao banco, nem correspondem ao valor de qualquer operação, exposição ou contingência que lhe seja imputável.
Banco Carregosa não antecipa impacto material de buscas na atividade ou resultados
FOTO: Reinaldo Rodrigues
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O Banco Carregosa não antecipa qualquer impacto material na atividade ou nos resultados decorrente da investigação por suspeita de fraude fiscal no Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), segundo um comunicado da instituição.

“À luz da informação de que dispõe, o Banco não antecipa qualquer impacto material na sua atividade ou nos seus resultados decorrente”, das buscas realizadas na quarta-feira, pela Polícia Judiciária (PJ) e pela Autoridade Tributária, refere o Banco Carregosa, sublinhando que é alheio às alegadas práticas ilícitas.

A PJ emitiu um comunicado em que refere que foram executadas 53 buscas e que as autoridades suspeitam que o esquema tenha lesado o Estado em mais de 66 milhões de euros entre 2017 e 2025.

A instituição bancária esclarece ainda que os 66 milhões de euros de possíveis fraudes não dizem respeito ao banco, nem correspondem ao valor de qualquer operação, exposição ou contingência que lhe seja imputável.

O Banco Carregosa afirma também não identificar qualquer irregularidade nos procedimentos adotados, rejeitando qualquer imputação de responsabilidade por práticas contrárias à lei.

Concluídas as diligências realizadas na quarta-feira, o banco sublinha que nem a instituição, nem qualquer dos seus administradores, diretores ou colaboradores foram constituídos arguidos.

A instituição financeira garante que continuará a colaborar com as autoridades competentes, nos termos legalmente aplicáveis e respeitando o regular desenvolvimento da investigação.

As buscas realizadas na quarta-feira abrangeram as sedes do Banco Carregosa, no Porto, e do Banco Angolano de Investimentos, em Lisboa, assim como instalações de empresas e escritórios de advogados.

Segundo a PJ, há indícios da "existência de esquemas organizados de constituição, em série, de sociedades comerciais, formalmente destinadas à compra e revenda de imóveis", mas que não tinham "qualquer atividade económica real", vulgarmente conhecidas por "empresas de prateleira".

A investigação é dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que, em comunicado, informou que o inquérito está em segredo de justiça.

O Banco Carregosa, presidido por Maria Cândida da Rocha e Silva, é uma instituição financeira sediada no Porto especializada em gestão de fortunas e corretagem de mercados de capitais.

Em 2025, segundo o relatório e contas desse ano, teve um lucro de 2,8 milhões de euros, menos 33% do que em 2024.

Na sequência destes acontecimentos, a instituição manifestou confiança na correção da sua atuação e reserva-se o direito de adotar as medidas necessárias à defesa do seu bom nome, reputação e legítimos interesses.

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