Bankinter diz que atividade em Portugal “superou todas as expectativas” em 10 anos

Presidente executiva do banco diz que a operação passou de um rácio de eficiência de 124% em 2016 – ou seja, com mais despesas que receitas – para 33% em 2025, “o que é um rácio excelente”.
Bankinter diz que atividade em Portugal “superou todas as expectativas” em 10 anos
Paulo Spranger/Global Imagens
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A presidente executiva do Bankinter, Gloria Ortiz, considerou esta quinta-feira, 23, que o desempenho do banco em Portugal, onde entrou há 10 anos, “superou todas as expectativas”, acrescentando que espera continuar a crescer no país a dois dígitos.

“Entrámos no dia 04 de abril de 2016 e a verdade é que o Bankinter em Portugal superou qualquer expectativa que tínhamos na altura da operação de compra”, disse a responsável em conferência de imprensa, recordando a compra dos negócios de retalho do Barclays em Portugal.

“Multiplicou os clientes ativos por dois, o volume de negócios por três, mas, nos negócios de maior valor acrescentado, multiplicou por oito no caso da banca privada e por seis no caso da banca de empresas”, acrescentou.

Gloria Ortiz destacou que a operação passou de um rácio de eficiência de 124% em 2016 – ou seja, com mais despesas que receitas – para 33% em 2025, “o que é um rácio excelente”.

A responsável destacou que este é um resultado superior ao obtido em Espanha e que contribuiu com 210 milhões de euros para o resultado do banco, contra 10 milhões de euros em 2016.

Como objetivos para o futuro, Gloria Ortiz estabeleceu continuar a crescer a dois dígitos, aumentar as quotas de mercado de forma disciplinada e subir no ‘ranking’ setorial em Portugal.

Em Portugal, a presidente executiva também destacou as parcerias com Generali, com a Sonae no Universo e com a Mapfre.

Sobre os resultados no primeiro trimestre, em que teve lucros de 291 milhões de euros, mais 7,6% que no mesmo período de 2025, Ortiz considerou que, apesar da volatilidade e da incerteza internacional, estes foram “bastante satisfatórios e mostram melhorias em praticamente todas as margens e em todos os rácios de gestão”.

O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 410 milhões de euros, um aumento de 8,2% comparando com os primeiros três meses do ano passado, comunicou o Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

Em Portugal, o resultado antes do pagamento de impostos foi 56 milhões de euros, o mesmo que registou no primeiro trimestre de 2025.

Os resultados em Portugal contribuíram 13,7% para os resultados globais do Grupo Bankinter no primeiro trimestre, disse o banco, num comunicado.

Ainda em Portugal, a margem bruta (que reflete o conjunto das receitas) ascendeu a 96 milhões de euros entre janeiro e março (mais 7% do que nos mesmos meses de 2025) e a carteira de crédito concedido pelo banco totalizava 11.000 milhões de euros no final do primeiro trimestre (mais 9%).

Os recursos de clientes em Portugal cresceram 10%, para 10.000 milhões de euros, e os "recursos geridos fora de balanço" (fundos de investimento, pensões ou gestão patrimonial) e os ativos sob custódia cresceram 27%, atingindo 12.000 milhões de euros.

Em Portugal, as comissões representaram 21 milhões de euros, uma subida de 11%, enquanto a margem financeira – a diferença entre juros pagos nos depósitos e os cobrados nos empréstimos – cresceu 8% para 77 milhões de euros.

Espanha é o principal mercado do Bankinter, que está também presente em Portugal e na Irlanda.

O banco Bankinter teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.

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