

O BBVA registou um lucro atribuído de 9.066 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um aumento homólogo de 13,6%, graças ao bom desempenho das receitas recorrentes e ao crescimento da atividade de crédito.
Segundo informações divulgadas esta quinta-feira pela instituição bancária à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, a atividade de crédito continuou a acelerar e, até ao final de setembro, os empréstimos aumentaram 20,7% em termos homólogos.
A margem de juros subiu 20,8% em relação aos primeiros nove meses de 2025, atingindo os 23.243 milhões de euros, e as receitas totais do grupo ascenderam a 32.072 milhões até setembro, um aumento de 18,2%.
Segundo o banco, o resultado foi sustentado pelo bom desempenho das receitas recorrentes da atividade bancária, nomeadamente pela margem de juros, que aumentou 20,8%, e, em menor medida, pelas comissões líquidas, que cresceram 13,8% em termos homólogos.
A evolução da margem de juros compensou o crescimento das despesas operacionais, que aumentaram 17,4%, e das provisões para imparidade de ativos financeiros, que cresceram 25,8% face a setembro de 2025.
No que diz respeito à atividade, nos primeiros nove meses do ano, os empréstimos e adiantamentos do BBVA aumentaram 14,6%, impulsionados pelos empréstimos a empresas, que cresceram 19,9%, enquanto os empréstimos a particulares registaram um aumento de 6,8%.
Em setembro, o BBVA apresentava um rácio de eficiência de 37,9%, superior aos 38,2% registados um ano antes e aos 38,8% com que encerrou 2025.
A rentabilidade sobre os capitais próprios (ROE) situava-se, no final de setembro, em 20,8%, e o retorno sobre o capital tangível (ROTE) atingiu os 22%.
No que diz respeito à solvência, o rácio de capital CET1 situou-se em 12,21% no final do terceiro trimestre, acima do intervalo entre 11,5% e 12% estabelecido pelo grupo.