

Vem a caminho mais um episódio na guerra comercial entre Europa e EUA? A Boeing quer tirar satisfações sobre um empréstimo europeu à Airbus, que ascende a três mil milhões de euros e ficou acordado nos últimos dias.
A empresa norte-americana pediu ao governo dos EUA que peça explicações a Bruxelas. É que, poucos dias depois de a UE e os EUA terem estabelecido um acordo para a suspensão do financiamento público de fabricantes de aviões comerciais, o Banco Europeu de Investimento (BEI) comprometeu-se a emprestar dinheiro à Airbus.
Esta última prepara-se para produzir uma nova aeronave, cujo lançamento pode acontecer em 2030. Em causa está um desenvolvimento que permitiria avançar na competição com a rival Boeing. Ora, a empresa norte-americana alega conhecer as condições de financiamento e calendário, entre as críticas.
Recorde-se que se trata do maior empréstimo empresarial na história do BEI. O objetivo é ver projetos de investimento em aviação comercial, por um lado e segurança e defesa, por outro. Estes terão lugar em Espanha, França e na Alemanha.
Nos mercados financeiros, a reação dos investidores é pouco expressiva. A Airbus, cotada na bolsa de Paris, está a valorizar 0,98% e as ações alcançam os 193,66 euros, pelas 12h20 desta terça-feira, 21 de julho. Em simultâneo, a Boeing sobe 0,73% em pré-mercado na bolsa de Wall Street, até aos 211,00 euros por ação.