Bruxelas aceita plano da Temu para corrigir falhas no combate a produtos ilegais na UE

A plataforma chinesa de comércio eletrónico terá agora quatro meses para apresentar uma avaliação intercalar dos riscos, depois de ter sido multada em 200 milhões de euros em maio de 2026.
Bruxelas aceita plano da Temu para corrigir falhas no combate a produtos ilegais na UE
EPA/OLIVIER MATTHYS
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A Comissão Europeia aceitou o plano de ação da plataforma eletrónica chinesa de comércio eletrónico Temu para corrigir o incumprimento das regras comunitárias e combater a disponibilização de produtos ilegais na plataforma, anunciou esta segunda-feira a instituição.

“A Comissão Europeia aceitou o plano de ação da Temu para cumprir o Regulamento dos Serviços Digitais e combater a disponibilização de produtos ilegais ‘online’” da legislação, refere o executivo comunitário em comunicado.

De acordo com Bruxelas, o plano prevê cinco medidas destinadas a corrigir as falhas identificadas, incluindo a realização de uma análise de riscos específica para a plataforma e a utilização de métricas fiáveis para avaliar a eficácia das medidas adotadas para reduzir a divulgação de conteúdos ilegais.

A Temu compromete-se também a avaliar as limitações dos seus mecanismos de moderação de conteúdos e a analisar de que forma os sistemas de recomendação podem contribuir para ampliar a divulgação de produtos ilegais.

A empresa irá, ainda, examinar situações de manipulação deliberada e promoção de artigos ilegais, incluindo casos em que vendedores utilizam funcionalidades da plataforma para divulgar anúncios de produtos potencialmente ilegais.

A Comissão Europeia concedeu à Temu quatro meses para realizar uma avaliação intercalar dos riscos, relativa a um período de seis meses até 30 de novembro de 2026, com o objetivo de assegurar a aplicação das medidas previstas no plano.

Segundo o executivo comunitário, esta iniciativa “constitui mais um exemplo de como o Regulamento dos Serviços Digitais está a reforçar a proteção dos consumidores em linha e a limitar a divulgação de produtos ilegais na Europa”.

O plano foi apresentado na sequência de uma decisão de incumprimento adotada em maio de 2026, na qual a Comissão Europeia concluiu que a Temu não tinha cumprido as suas obrigações em matéria de avaliação de riscos e, por isso, aplicou à empresa uma coima de 200 milhões de euros.

O Regulamento dos Serviços Digitais estabelece obrigações para as plataformas digitais com o objetivo de combater conteúdos e produtos ilegais e reforçar a segurança dos utilizadores no espaço digital europeu.

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