

A Comissão Europeia lançou esta sexta-feira, 24, uma consulta ao setor da aviação e aeronáutico para rever a estratégia da União Europeia (UE), numa altura de elevados preços energéticos e de receios sobre escassez de combustível para os aviões.
“A Comissão Europeia lançou os trabalhos para uma Estratégia da UE para a Aviação e Aeronáutica e convida cidadãos, empresas e partes interessadas a partilharem os seus contributos” até 21 de maio de 2026, indica o executivo comunitário em comunicado.
Bruxelas aponta que, após ouvir o setor, vai avançar com uma nova estratégia que “estabelecerá um quadro abrangente para reforçar os setores da aviação e da aeronáutica da Europa num momento de elevada incerteza”.
“Estes setores geram um valor económico significativo e asseguram a conectividade, mas enfrentam atualmente um contexto operacional desafiante, marcado pelo aumento dos custos da energia, tensões geopolíticas, perturbações nas cadeias de abastecimento e uma concorrência global cada vez mais intensa”, elenca a Comissão Europeia.
Onze anos após a anterior estratégia, a instituição pretende “reforçar a competitividade, a resiliência e a descarbonização dos setores, preservando ao mesmo tempo a autonomia estratégica e a liderança industrial da Europa”.
A ideia é “acelerar as transições ecológica e digital, mobilizar investimentos em inovação, garantir condições de concorrência equitativas e manter os mais elevados padrões de segurança”, bem como “reforçar a capacidade do setor da aviação para responder a crises”, adianta.
A Estratégia para a Aviação na Europa, adotada em 2015 pela Comissão Europeia, criou o primeiro quadro integrado para reforçar a competitividade, conectividade e eficiência do setor da aviação na União Europeia, num contexto então marcado por crescimento e liberalização do mercado.
Contudo, mais de 10 anos depois, o setor enfrenta desafios diferentes, incluindo o aumento dos custos da energia impulsionado pelas tensões geopolíticas e pelo conflito no Médio Oriente, que afetam diretamente o preço do combustível de aviação.
Estes fatores, aliados a novas exigências de descarbonização e a uma concorrência global mais intensa, evidenciam a necessidade de rever e atualizar a estratégia.