Bruxelas quer medidas cautelares para WhatsApp não excluir outros fornecedores de IA

De acordo com Bruxelas, “a conduta da Meta pode bloquear a entrada ou a expansão de concorrentes no mercado de assistentes de IA, que está em rápido crescimento”.
Bruxelas quer medidas cautelares para WhatsApp não excluir outros fornecedores de IA
Bruxelas quer medidas cautelares para WhatsApp não excluir outros fornecedores de IAYuri CORTEZ / AFP
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A Comissão Europeia notificou esta segunda-feira, 9, a ‘gigante’ tecnológica Meta de possíveis medidas cautelares para reverter a exclusão de assistentes de inteligência artificial (IA) terceiros do serviço de comunicações WhatsApp, considerando existir um abuso de posição dominante.

“A Comissão Europeia enviou uma comunicação de acusações à Meta, na qual expõe a sua posição preliminar de que a empresa violou as regras de concorrência da UE [União Europeia] ao excluir assistentes de IA de terceiros do acesso e da interação com os utilizadores do WhatsApp”, indica o executivo comunitário em comunicado.

De acordo com Bruxelas, “a conduta da Meta pode bloquear a entrada ou a expansão de concorrentes no mercado de assistentes de IA, que está em rápido crescimento”.

Por essa razão, a instituição tenciona “impor medidas cautelares para impedir que esta alteração de política cause danos graves e irreparáveis ao mercado, sem prejuízo da resposta da Meta e do respeito pelos seus direitos de defesa”, é ainda referido.

A Meta é a dona das redes sociais Facebook e Instagram, bem como de aplicações de comunicação para consumidores, como o WhatsApp e o Messenger.

A empresa também opera serviços de publicidade ‘online’ e produtos de realidade virtual e aumentada e disponibiliza um assistente de IA de uso geral, o Meta AI.

Em outubro passado, a empresa norte-americana anunciou uma atualização dos termos do WhatsApp Business, o que na prática, segundo Bruxelas, proíbe assistentes de IA terceiros na aplicação já que apenas está disponível o Meta AI.

Depois, em dezembro de 2025, a Comissão Europeia anunciou uma investigação formal para avaliar se a nova política da ‘gigante’ tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.

Chega agora à conclusão de que “esta alteração de política parece, à primeira vista, violar as regras de concorrência da UE”, dado o alegado abuso de posição dominante no mercado do Espaço Económico Europeu.

O envio de uma comunicação de acusações relativa a medidas cautelares, hoje divulgado, não prejudica o resultado final da investigação.

A Meta pode agora responder às preocupações da Comissão Europeia.

O Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia proíbe o abuso de posição dominante no mercado único da UE.

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