Castlelake tem até sexta-feira para  apresentar proposta de compra da EasyJet
PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Castlelake tem até sexta-feira para apresentar proposta de compra da EasyJet

A companhia decidiu alargar o prazo, mas lembrou que "não existe qualquer garantia de que venha a ser apresentada uma oferta firme" por parte do fundo norte‑americano. Apollo Management também está na corrida.
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O Conselho de Administração da EasyJet anunciou, esta segunda-feira, a prorrogação até dia 7 de agosto, próxima sexta‑feira, do prazo para o fundo norte‑americano Castlelake apresentar uma oferta pública de aquisição (OPA), alinhando‑o com o calendário já definido para a Apollo Management.

A companhia aérea esclareceu que, apesar da extensão do prazo, "não existe qualquer garantia de que venha a ser apresentada uma oferta firme" por parte da Castlelake.

Com a nova data‑limite, ambos os fundos têm até às 17 horas de sexta-feira para apresentar uma proposta vinculativa ou abandonar a corrida pela transportadora britânica.

A Castlelake encontrava‑se obrigada, até esta segunda-feira, a melhorar a sua oferta de 6,90 libras (8,08 euros) por ação ou a retirar‑se, depois de a administração ter considerado mais vantajosa a proposta da Apollo, de 7,15 libras (8,38 euros) por ação.

Recorde-se que a EasyJet revelou um princípio de acordo com a Apollo, em 10 de julho deste ano, que valoriza a empresa em cerca de 5,7 mil milhões de libras (6,7 mil milhões de euros).

A própria natureza internacional dos potenciais investidores complica o processo, segundo a companhia. "Por força da regulamentação britânica e europeia, um investidor norte‑americano não pode assumir isoladamente o controlo da EasyJet", afirmou o Conselho de Administração da low cost, sublinhando a necessidade de cumprir requisitos que mantenham a maioria do capital e o controlo em mãos de cidadãos da região.

Essa limitação transforma qualquer oferta numa operação que exigirá acordos adicionais ou participações locais para satisfazer as autoridades.

A perspetiva financeira também pesa nas negociações.

A transportadora publicou resultados trimestrais que mostram um abrandamento significativo dos lucros, a rondar os 85 milhões de libras (cerca de 99 milhões de euros), uma queda homóloga de 70% que a administração atribui ao aumento dos custos de combustível e à redução da procura.

Esses números são um fator relevante para avaliação de preço e condições por parte dos interessados.

A EasyJet enfrenta agora uma fase decisiva em que prazos apertados e requisitos regulatórios podem condicionar tanto a apresentação de propostas como a sua viabilidade final. A companhia aérea reiterou que com esta medida pretende "assegurar o melhor interesse dos acionistas", embora não haja qualquer garantia de que uma oferta vinculativa vai ser apresentada.

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