

O diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, afirmou esta segunda-feira, 1 de junho, que "não faz sentido" dizer que a inteligência artificial (IA) está a destruir postos de trabalho.
Durante o discurso de abertura da conferência de programadores GTC, em Taipé, o líder da gigante norte-americana de semicondutores sublinhou que o setor está a contratar um número crescente de engenheiros de programação e disse que os 30 milhões de programadores representam atualmente cerca de 2,5 biliões de euros em salários, com uma produtividade três vezes superior, atingindo 7,73 biliões de euros.
"Este é o potencial, esta é a promessa da IA. O número de engenheiros está, na verdade, a aumentar. As pessoas falam que a IA reduz os empregos, e isso não faz sentido; está a levar à contratação de mais engenheiros de programação", declarou Huang.
E a razão para isto acontecer é muito simples. De acordo com Huang, se contratando um engenheiro de programação, é possível retirar tamanha produtividade, "então por que não contrataria mais engenheiros?", questionou e acrescentando em defesa do seu argumento que "a IA gera agora lucros, a IA gera agora PIB".
A Nvidia anunciou ainda um novo processador para portáteis com Windows, o "RTX Spark", destinado a desafiar o domínio da Intel e a modernizar dispositivos para a era da IA, com lançamento previsto para o outono.
"A Microsoft e a Nvidia vão reinventar o PC; este será o novo PC", afirmou Huang, acrescentando que o equipamento está otimizado para executar agentes de IA e aplicações exigentes em áreas como biologia digital, processamento sísmico ou astrofísica.
A empresa, conhecida pelas suas GPU usadas em videojogos e modelos de IA, tem agora uma avaliação que ultrapassou os 4,29 biliões de euros.
Observadores do setor apontam que a Nvidia procura "ignorar a cadeia de fornecimento tradicional de PC para construir um monopólio de hardware completo", como sublinhou Stephen Wu, ex‑engenheiro de IA e fundador do fundo Carthage Capital, à AFP, e que "a Intel e a AMD são as vítimas imediatas".