CEO da OpenAI diz que avanço da IA não traz “apocalipse” ao mercado laboral

Sam Altman explicou que muitas tarefas exigem uma componente humana difícil de automatizar, pelo que o impacto da tecnologia no mercado de trabalho será inferior ao previsto.
Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAIEPA/FRANCK ROBICHON
Publicado a

O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou esta terça‑feira, 26, que o rápido desenvolvimento e adoção da inteligência artificial não conduzirá a um “apocalipse” global no mercado de trabalho.

Em entrevista numa conferência do Commonwealth Bank of Australia (CBA), Altman disse ter ficado inicialmente preocupado com o impacto da IA no emprego, e que as previsões tecnológicas feitas pela OpenAI aquando do lançamento do ChatGPT em 2022 revelaram-se “mais ou menos acertadas”.

No entanto, admitiu terem sido “bastante errados” quanto às implicações sociais e económicas. “Fico contente por estar enganado, pois pensei que o impacto na eliminação de empregos de escritório de nível básico já teria sido maior do que o que realmente aconteceu”, declarou.

Altman explicou que muitas tarefas exigem uma componente humana difícil de automatizar, salientando a esse propósito, por exemplo, que voltou a responder ele próprio a algumas mensagens de Slack e e‑mail, após ter experimentado automatizar respostas com IA.

Essa constatação levou‑o a concluir que “o quadro laboral será provavelmente muito diferente daquilo que pensávamos” e que a IA não irá impactar tanto como o expectável a esse nível.

Altman não apresentou números concretos de emprego na intervenção, mas recordou que várias grandes empresas globais — incluindo HSBC, Amazon, Standard Chartered e a própria CBA — têm anunciado substituições pontuais de funções executadas por humanos por soluções baseadas em IA.

Ainda assim, sublinhou que a componente humana permanece central em muitos empregos e interações, o que ajuda a explicar o menor impacto até agora observado.

Sam Altman, CEO da OpenAI
Despedimentos em massa: IA substitui 38 mil trabalhadores desde o início do ano
Diário de Notícias
www.dn.pt