China contra-ataca: novas restrições sobre a exportação de terras raras

O apertar das regras é sinal de novo escalar de tensões, depois de o Pentágono sancionar empresas chinesas como a BYD. Questões de segurança interna foram apontadas como uma das principais razões.
China contra-ataca: novas restrições sobre a exportação de terras raras
EPA / Maxim Shemetov / POOL
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Continua a escalar a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo: EUA e China. Uma vez mais, as terras raras estão em foco.

Esta segunda-feira, Pequim adicionou dez empresas norte-americanas à lista de nomes ligados a restrições nas exportações. O apertar das regras representa novo escalar de tensões.

Empresas como a MP Materials, responsável pela única mina de terras raras ativa nos EUA e a USA Rare Earth fazem parte do grupo visado pelas autoridades chinesas. Em causa está a intenção de salvaguardar a segurança e interesses internos, na sequência da "prática maliciosa do governo dos EUA", pode ler-se num comunicado do Ministério do Comércio chinês.

A decisão parece, por isso, estar ligada às restrições aplicadas pelos EUA sobre empresas chinesas, durante o mês de junho. Recorde-se que o Pentágono divulgou uma lista que inclui nomes como a Alibaba, Baidu e BYD, por exemplo.

Neste contexto, "organizações e indivíduos estão proibidos de transferir ou fornecer, a essas entidades", software e tecnologias militares fabricados na China. É que as terras raras são cruciais para o fabrico das mesmas.

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