Chinesa DeepSeek prepara vaga de contratações em disputa por talento na IA

Em comunicado, a empresa afirmou que pretende "expandir todos os departamentos", acrescentando que muitas equipas deverão duplicar de dimensão.
Chinesa DeepSeek prepara vaga de contratações em disputa por talento na IA
EPA/SALVATORE DI NOLFI
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A empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek lançou esta sexta-feira uma campanha de recrutamento para duplicar a dimensão de muitas das suas equipas, procurando acelerar a comercialização da tecnologia e reforçar a competitividade.

Em comunicado, a empresa afirmou que pretende "expandir todos os departamentos", acrescentando que muitas equipas deverão duplicar de dimensão.

A iniciativa assinala uma nova fase para a DeepSeek, que procura evoluir de um laboratório centrado na investigação para uma empresa de produtos de IA, ao mesmo tempo que prepara a sua primeira ronda de financiamento externo.

As vagas abertas abrangem gestores de produto, especialistas em operações, engenheiros de infraestruturas e gestores de dados, incluindo perfis com experiência em áreas como direito, medicina e linguística, sinalizando uma aposta no desenvolvimento de aplicações específicas para diferentes setores.

A empresa está também a reforçar as equipas responsáveis pela infraestrutura necessária ao treino e funcionamento de grandes modelos de linguagem, recrutando especialistas em centros de computação para IA, armazenamento distribuído, redes e plataformas de treino.

Fundada por Liang Wenfeng, a DeepSeek ganhou projeção internacional no ano passado com o lançamento do modelo de raciocínio R1, de código aberto, cujo desempenho foi comparado ao dos sistemas mais avançados dos Estados Unidos, apesar de ter sido desenvolvido com menor utilização de recursos computacionais.

Nos últimos meses, porém, a concorrência intensificou-se na China, com empresas como a Zhipu AI e a Moonshot AI a lançarem novos modelos de código aberto rapidamente adotados por programadores.

O modelo da DeepSeek perdeu, entretanto, utilizadores para o Doubao, da ByteDance, na sequência de queixas relacionadas com lentidão nas respostas, interrupções do serviço e erros factuais nas respostas geradas pela inteligência artificial.

A empresa pretende também reforçar o desenvolvimento de infraestruturas em parceria com a Huawei, adaptando os seus modelos aos processadores Ascend, numa estratégia alinhada com o objetivo de Pequim de reduzir a dependência da tecnologia da norte-americana Nvidia.

Este ano, a DeepSeek lançou uma versão do seu modelo V4 otimizada para os processadores Ascend, embora a adaptação dos modelos mais avançados a ‘chips’ desenvolvidos na China continue a representar um desafio técnico.

A campanha de recrutamento decorre numa altura em que a empresa prepara a entrada de investidores externos, num processo que procura também responder à intensa competição por engenheiros especializados, depois de vários trabalhadores da DeepSeek terem sido recrutados por rivais como a Xiaomi e a ByteDance.

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