Chinesa Moonshot conclui ronda de financiamento antes de entrar na bolsa

A empresa chinesa pretende lançar as bases para "avaliar o sentimento dos investidores", através de reuniões preliminares que poderão ter início ainda este mês.
Chinesa Moonshot conclui ronda de financiamento antes de entrar na bolsa
Foto: D.R.
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A Moonshot, uma das empresas mais importantes do emergente setor chinês da inteligência artificial (IA), concluiu a última ronda de angariação de fundos privados e pretende entrar na bolsa de Hong Kong no primeiro trimestre de 2027.

De acordo com a agência Bloomberg, que cita fontes familiarizadas com o projeto, a empresa chinesa pretende lançar as bases para "avaliar o sentimento dos investidores", através de reuniões preliminares que poderão ter início ainda este mês.

A empresa sediada em Pequim, criadora do Kimi K3 — um modelo aberto capaz de competir, em alguns aspetos, com as plataformas das empresas norte-americanas OpenAI e Anthropic —, concluiu a última ronda de angariação de fundos, que elevou a sua avaliação para cerca de 50 mil milhões de dólares (44,6 mil milhões de euros) e está a considerar angariar até cinco mil milhões de dólares (4,46 mil milhões de euros) com a sua primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) em Hong Kong, de acordo com a Bloomberg.

A entrada em bolsa da Moonshot junta-se à de outro gigante chinês da inteligência artificial, a DeepSeek, que também está a finalizar uma ronda de financiamento que poderá elevar a sua avaliação prévia para mais de 74 mil milhões de dólares (66 mil milhões de euros), segundo revelou no mês passado o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

De acordo com este jornal, a DeepSeek estabeleceu como objetivo iniciar o processo de entrada na bolsa, nomeadamente no mercado STAR de Xangai — conhecido como o "Nasdaq chinês" devido ao foco em títulos tecnológicos —, ainda este ano.

Nos últimos meses, várias empresas deste setor em expansão protagonizaram entradas em bolsa muito sonantes na China, como a Zhipu AI (também conhecida como Z.ai) ou a MiniMax, com repercussões em setores que beneficiaram da popularização da IA, como o dos chips, onde os intervenientes locais ganharam relevância face às restrições impostas por Washington.

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