Combustível e tensões no Médio Oriente afundam lucros da Ryanair em 15%
FOTO: Adelino Meireles / Global Imagens

Combustível e tensões no Médio Oriente afundam lucros da Ryanair em 15%

O aumento dos custos com energia e a pressão sobre o preço dos bilhetes levaram a companhia a fechar o semestre com lucros de 2,2 mil milhões, menos 15% face ao período homólogo. A instabilidade internacional abrandou o ritmo de reservas no verão.
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A Ryanair registou uma quebra de 15% nos lucros líquidos durante o seu primeiro semestre fiscal, abrangendo o período de abril a setembro. De acordo com o balanço financeiro divulgado esta segunda-feira pela companhia aérea de tarifas reduzidas (low cost), os resultados fixaram-se nos 2,2 mil milhões de euros.

Em comunicado, a operadora aérea explicou que a contração do desempenho financeiro foi penalizada sobretudo pela escalada dos custos com combustível e pela redução no preço médio das passagens. Este cenário adverso acabou por anular o impacto positivo da vertente operacional, período no qual a Ryanair conseguiu expandir o seu tráfego de passageiros em 6%, transportando um total recorde de 125,8 milhões de utilizadores.

A transportadora aérea sediada na Irlanda adiantou também que o valor médio das tarifas cobradas aos clientes sofreu um recuo de 4%, fixando-se nos 55,70 euros. No que respeita aos custos, a parcela de combustível que ficou exposta às oscilações de mercado por não estar abrangida por mecanismos de cobertura financeira (hedging) — correspondente a 20% do consumo total — duplicou de preço, escalando para cerca de 130 dólares por barril.

Na nota de imprensa, o líder executivo do grupo, Michael O'Leary, detalhou que a faturação da Ryanair atingiu os 10,1 mil milhões de euros na primeira metade do ano fiscal, o que representa um acréscimo de 3%. Contudo, este desempenho ao nível da receita foi largamente absorvido pelo agravamento dos encargos operacionais, que dispararam 10% e se fixaram nos 7,7 mil milhões de euros.

A quebra de rentabilidade foi muito visível no segundo trimestre fiscal, que coincide com a época de verão, onde o lucro líquido recuou 6% para 1,6 mil milhões de euros, apesar de a companhia ter transportado mais 5% de passageiros nesta fase, num total de 64,5 milhões.

Michael O'Leary esclareceu que a faturação gerada estritamente pela venda de passagens aéreas registou uma progressão marginal de apenas 1% na primeira metade do ano fiscal, somando sete mil milhões de euros. O líder da companhia aérea apontou que o acréscimo no fluxo de viajantes acabou por ser anulado pela política de desconto nas tarifas de voo.

*Em atualização

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