

Nos primeiros oito meses de 2026, os concursos de obras públicas em Portugal registaram uma queda de 30%, totalizando 5,6 mil milhões de euros.
Esta diminuição ocorre apesar do crescimento positivo da atividade global da construção, conforme dados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).
O valor dos contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal BASE também sofreu um declínio, caindo 20% para 3,1 mil milhões de euros. No entanto, o consumo de cimento apresentou um aumento de 6,4% em termos homólogos até agosto, e as novas operações de crédito à habitação cresceram 12,5%, atingindo 16.653 milhões de euros.
O mercado habitacional continuou a valorizar-se, com o Índice de Preços da Habitação a atingir um máximo histórico no segundo trimestre, crescendo 16,5% face ao ano anterior. Contudo, o número de transações caiu 6,4%. Nos primeiros sete meses do ano, o licenciamento de novos fogos subiu 4,5%, embora a área licenciada tenha caído 2,2%, indicando uma necessidade de aumentar a oferta.
No segmento não residencial, a área licenciada aumentou 15,6%, impulsionada pela construção de edifícios industriais, que superou em 538 mil metros quadrados o valor do ano passado. Apesar de uma diminuição de 17,5% no número de licenças emitidas, o setor demonstra resiliência.
Para este ano, a AICCOPN prevê um crescimento de 4,4% na produção global do setor da construção, com a engenharia civil a liderar com um aumento projetado de 5,5%. A associação destaca a importância de garantir a execução atempada do investimento público para sustentar o crescimento contínuo do setor.