Contingências fiscais da Pharol podem descer para 103,2 milhões após decisão favorável

Em comunicado, a Pharol diz que a sentença, favorável à pretensão do grupo, diz respeito a um processo envolvendo uma potencial responsabilidade tributária de 50,4 milhões de euros.
João Moreira Rato, CEO da Pharol
João Moreira Rato, CEO da PharolD.R.
Publicado a: 

A Pharol foi notificada de uma sentença num processo de impugnação judicial relativo ao IRC do exercício de 2009 que, caso transite em julgado, reduzirá o valor de potenciais contingências fiscais do grupo para 103,2 milhões de euros.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol diz que a sentença, favorável à pretensão do grupo, diz respeito a um processo envolvendo uma potencial responsabilidade tributária de 50,4 milhões de euros.

Embora salientando que a sentença foi proferida em primeira instância, pelo que é ainda suscetível de recurso, a empresa refere que, “caso a decisão venha a transitar em julgado, deixará de existir a correspondente contingência fiscal”.

“Até ao respetivo trânsito em julgado, mantém-se suspenso o processo de execução fiscal associado”, acrescenta.

Segundo a Pharol, em termos globais, o valor de potenciais contingências fiscais para o grupo é atualmente de 153,6 milhões de euros (considerando já eventuais juros de mora dos processos), reduzindo-se para cerca de 103,2 milhões caso a decisão agora proferida se torne definitiva.

“O conjunto dos processos fiscais ainda ativos é objeto de análise e acompanhamento regulares, em articulação com os consultores fiscais da Pharol”, refere, sustentando que, com base nessa análise, “mantém a avaliação de que o risco de perda na generalidade destes processos é remoto, em linha com a informação divulgada nas suas demonstrações financeiras”.

João Moreira Rato, CEO da Pharol
Pharol recebe 5,1 milhões na sequência de adenda a acordo com a Oi