

O International Airlines Group (IAG), ao qual pertencem a Iberia e British Airways, obteve, no primeiro semestre, um lucro líquido de 1.033 milhões de euros, uma queda homóloga de 20,6%, devido ao aumento das despesas com combustível.
De acordo com a informação enviada esta sexta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, as receitas do semestre totalizaram 16.064 milhões, um aumento de 1%, impulsionadas pela forte procura de viagens.
Por sua vez, as receitas provenientes da venda de bilhetes cresceram 2,3%, para 14.082 milhões, enquanto as decorrentes do transporte de carga diminuíram 9,4%, para 570 milhões.
O resultado bruto de exploração (ebitda) situou-se em 1.608 milhões entre janeiro e junho, o que representa uma redução de 14,4% face ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do aumento das despesas com o combustível, decorrente do conflito no Médio Oriente, o presidente executivo (CEO), Luis Gallego, explicou que o grupo espera recuperar cerca de 60% do aumento do custo do combustível mediante iniciativas tanto ao nível das receitas como dos custos, acrescentando que a política de coberturas financeiras para o combustível irá manter-se.
O grupo aéreo estimou, no entanto, que, ao longo do exercício, o custo do combustível situar-se-á entre 8.300 e 8.600 milhões de euros, abaixo dos 9.000 milhões previstos no primeiro trimestre, mas acima dos 7.400 milhões orçamentados antes da guerra.
Para o exercício completo, a IAG espera que a procura de viagens se mantenha forte, com as reservas para o segundo semestre a situarem-se nos 57% e as receitas previstas em linha com as do ano anterior, graças, em parte, à solidez do mercado de longo curso.
Ainda assim, a capacidade (medida em assentos por quilómetro) diminuiu 0,1% no semestre, com uma queda mais acentuada no mercado europeu (2,8%), compensada pelo aumento de 7,7% para a Ásia-Pacífico, de 3,5% para a América Latina e Caraíbas, de 2,3% nos mercados domésticos (Reino Unido, Espanha e Irlanda) e de 1,5% no Atlântico Norte.
A dívida líquida do grupo diminuiu de 5.948 milhões em 2025 para 4.692 milhões no final de junho. No final do semestre, a IAG dispunha de uma liquidez total de 11.873 milhões, mais 925 do que em junho de 2025.
A IAG (British Airways, Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level) saiu do 'corrida' à privatização da TAP, relançado pelo Governo em 2025, mantendo-se na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa.