

A maior farmacêutica britânica quer avançar para a compra de uma rival. As negociações estão em negociações e a fusão resultaria no surgimento do quarto maior player do setor.
Segundo reporta o Financial Times, a britânica AstraZeneca e a Bristol Myers Squibb, rival sediada nos EUA, sentaram-se à mesa para debater um eventual acordo. Este permitiria à AstraZeneca acelerar a expansão em solo norte-americano, com a compra de uma empresa centrada em tratamentos ao cancro. De resto, a firma sediada em Cambridge estima investir 50 mil milhões de dólares em investigação e produção até 2030, nos EUA.
Caso o negócio venha a acontecer, a gigante do Reino Unido passará a valer quase 400 mil milhões de dólares, ou 300 mil milhões de libras (equivalente a cerca de 350 mil milhões de euros).
É que, antes dos primeiros relatos sobre uma possível transação, a AstraZeneca valia 196 mil milhões de libras em bolsa, o que fazia desta a segunda cotada mais valiosa no índice FTSE 100 (índice de referência na bolsa de Londres). Em simultâneo, a BMS estava avaliada 133 mil milhões de dólares.
Em reação ao acordo, regista-se um sell-off dos investidores nas ações da AstraZeneca, que cai 6,27% até aos 11.839 libras por ação, pelas 10h45 desta segunda-feira, 3 de agosto. Em contrapartida, a BMS adianta-se 5,54% em pré-mercado, na bolsa de Nova Iorque, ao atingir 68,93 dólares por ação.