

A EDP tem contingências fiscais de cerca de 1,4 mil milhões de euros distribuídas por vários mercados, incluindo Brasil, Estados Unidos e Portugal, noticiou esta quarta-feira o Jornal de Notícias.
Entre os processos em curso, sobressai uma liquidação de 335,2 milhões de euros ligada à venda, em 2020, da concessão de exploração de seis barragens à Movhera (Engie).
A empresa confirmou ter recebido no final de abril, um relatório de inspeção da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) "sobre a venda de um portefólio de barragens".
O documento da AT propõe correções em sede de IRC e imposto do selo, segundo a EDP.
A elétrica — que registou um lucro de 732 milhões de euros na primeira metade de 2026 — rejeita o entendimento do Fisco e não pagará as liquidações até decisão judicial.
O Movimento Cultural da Terra de Miranda criticou a postura da EDP e sente que se trata apenas de uma manobra para ganhar tempo, salientando que a dívida está a dois meses de caducar.