

A associação Eurelectric apelou esta sexta-feira, 17, à União Europeia (UE) para rejeitar medidas como a “exceção ibérica” ou o limite ao preço do gás, defendendo que distorcem o mercado único e beneficiam muito pouco os consumidores.
“Propostas como os limites máximos ao preço do gás ou as subvenções aplicadas na Península Ibérica em 2022 correm o risco de causar mais danos do que benefícios: distorcem em grande medida o mercado interno e, em última análise, trazem um benefício mínimo aos consumidores”, referiu a associação europeia das empresas de eletricidade Eurelectric num comunicado sobre medidas para reduzir os preços da energia.
Neste sentido, a associação emitiu uma série de recomendações que pretendem ajudar a reduzir os custos energéticos a curto e longo prazo, na véspera da apresentação pela Comissão Europeia, na quarta-feira, de um plano para reduzir os custos e a volatilidade a curto prazo, mas preservando os sinais de investimento a longo prazo necessários para descarbonizar a economia.
As medidas de “alívio imediato” propostas pela Eurelectric centram-se na redução dos impostos sobre a eletricidade pelos Estados-Membros, na transferência da carga fiscal para os combustíveis fósseis e no ajuste das tarifas de rede para deslocar a procura de eletricidade para fora dos horários de ponta.
A associação do setor elétrico recomendou também apoiar os consumidores industriais com os fundos angariados através do sistema ETS de comércio de dióxido de carbono (CO2) e mediante auxílios estatais para impulsionar a indústria limpa.
No que diz respeito a soluções “estruturais”, a Eurelectric defendeu a aceleração da eletrificação, a ampliação dos contratos de compra e venda de eletricidade a longo prazo para estabilizar os preços e a aceleração da implantação de fontes de “geração elétrica limpa e autóctone”.
A plataforma sugeriu ainda aumentar a flexibilidade e o armazenamento para “reduzir a exposição da Europa à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis”.