

O mercado de trabalho português arrancou o ano com a maior quebra dos últimos cinco anos. É que, no primeiro trimestre de 2026, registou-se uma redução de 18,8 mil pessoas face ao período anterior. Ainda assim, regista-se um aumento homólogo de 1,8%.
Os dados fazem parte das conclusões de um estudo realizado pela Randstad Research, que tem por base os resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE).
É que a população ativa ascendeu a 5,65 milhões de pessoas no primeiro trimestre, o que perfaz uma taxa de atividade de 61,1%, ou seja, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no quarto trimestre do ano passado, mas mais 0,2 p.p. do que no primeiro.
Uma análise por setores permite perceber que a indústria transformadora é responsável por 15,4% do emprego (818,8 mil empregos) em Portugal. Segue-se a categoria de "comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos", nos 14% (742,3 mil). Olhando aos serviços, os setores da educação e saúde reúnem 18,2%.
Recorde-se que a economia portuguesa registava níveis historicamente altos ao nível do emprego, o que a deixava próxima de uma situação de pleno emprego.
No período em análise, a taxa de desemprego aumentou 0,3 pontos e alcançou 6,1%. Ainda assim, o desemprego jovem contraiu 0,7 p.p. e marcou 19,1%. De entre as pessoas que estão nesta situação, 34,8% completaram unicamente o ensino básico.