

A Endesa disse esta terça-feira, 24, que o projeto associado à reconversão da central do Pego está ainda "em fase de autorizações" e que os atrasos se devem a questões de autorizações e necessidade de ajustes devido às declarações ambientais.
"Estamos ainda em fase de autorizações", disse o diretor financeiro da Endesa (CFO), Marco Palermo, numa conferência de imprensa em Madrid.
A energética espanhola prevê iniciar a construção do projeto em 2027, mas poderá adiantar os prazos se conseguirem antes as autorizações, afirmou Marco Palermo.
Já o presidente executivo (CEO) da Endesa, José Bogas, sublinhou que "o projeto está lançado" e que a empresa acredita que "pode ser um projeto estrela" da energética nos próximos anos.
Segundo José Bogas, "os atrasos que tem havido" têm estado relacionados com "autorizações, ajustes" e alterações exigidas pelas Declarações de Impacto Ambiental (DIA).
"Mas isso é o normal", acrescentou.
A Endesa disse hoje que prevê iniciar a construção do projeto associado à reconversão da central do Pego, em Abrantes, em 2027, depois de, há um ano, ter já assumido "algum atraso" no calendário.
A empresa anunciou hoje uma atualização do plano estratégico da empresa para o período 2026-2028, em que prevê 10.600 milhões de euros de investimentos globais, 3.000 milhões dos quais para energias renováveis.
É neste contexto que refere o projeto "de transição justa do Pego (Portugal), cuja construção está previsto que arranque em 2027".
"Incorporará 600 MW [megawatts] de nova capacidade híbrida renovável (eólica, solar e baterias), com um investimento estimado de 600 milhões de euros. A sua configuração híbrida permite um perfil energético próximo à carga base, o que o faz muito adequado para clientes de grande escala, como centros de dados", escreveu a Endesa, num comunicado divulgado hoje.
Há um ano, quando apresentou os resultados de 2024, a Endesa admitiu já "algum atraso" no projeto da central do Pego, mas garantiu, e hoje reiterou, que mantém todos os compromissos.
No final de janeiro deste ano, a Endesa anunciou o plano de formação 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, criada no âmbito do projeto para o Pego, que fontes da empresa disseram já então à Lusa estar "em fase de tramitação ambiental", remetendo mais detalhes para a apresentação hoje do Plano Estratégico para 2026-2028.
A Endesa ganhou o concurso de transição justa para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, com um projeto de investimento de cerca de 600 milhões de euros, que combina a hibridização de fontes renováveis (solar fotovoltaica e eólica) e o seu armazenamento, com iniciativas de desenvolvimento social e económico.
A empresa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás em Espanha.
Em Portugal, a Endesa produz e distribui eletricidade e ganhou o concurso para a reconversão da central do Pego.
A Endesa tem ainda em Portugal projetos para geração de energia solar.
A energética anunciou hoje que teve lucros de 2.198 milhões de euros no ano passado, mais 16,4% do que em 2024.