

O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou esta segunda-feira, 1 de junho um reforço de capital de 1,5 mil milhões a ser realizado pelo Estado até 2030, que elevará o capital atual — cerca de 500 milhões — para dois mil milhões de forma progressiva.
Gonçalo Regalado, presidente do banco, explicou em conferência de imprensa que esta injeção visa dotar o BPF de maior capacidade financeira para responder às necessidades de investimento das empresas portuguesas.
O plano de capitalização faz parte de uma estratégia mais ampla destinada a mobilizar até 30 mil milhões em financiamento — cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) — através de instrumentos de crédito e participação acionista.
Criado para promover a modernização empresarial e o desenvolvimento económico, o BPF gere igualmente recursos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), alinhando apoio financeiro com prioridades estratégicas nacionais.
Os números apresentados hoje ilustram já um forte ritmo de intervenção do banco, uma vez que até maio de 2026, o BPF contabilizava cerca de 3,5 mil milhões em financiamento a empresas, o que equivale a uma média mensal de aproximadamente 700 milhões.
Em 2025, o banco bateu um recorde de 6,5 mil milhões em financiamento, apoiando 16.219 empresas e contribuindo com 2,2% para o PIB — e, somente nos primeiros cinco meses de 2026, os 3,5 mil milhões garantiram apoio direto a cerca de 12 mil empresas.
Com este reforço de capital, o BPF pretende não só ampliar o seu impacto quantitativo, mas também aumentar a qualidade e a escala dos instrumentos financeiros disponíveis, potenciando projetos de maior transformação e contribuindo para uma recuperação económica sustentada.