Estoril Living prevê investir €100 milhões até 2031

Grupo anunciou esta semana a abertura do Residence Inn by Marriott Lisbon, um hotel à beira do Campo Pequeno, que aposta num conceito de estadas prolongadas,. Investimento rondou os €12 milhões.
Estoril Living prevê investir €100 milhões até 2031
João Peleteiro.
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“Contamos fechar o ano com receitas de 28 milhões de euros, mais ou menos”, adiantou Tomás Ricciardi, CFO da Estoril Living, durante a conferência de imprensa de apresentação do projeto. Recorde-se que o Estoril Living é, atualmente, detido por Luis Godinho Lopes e Pedro Mendes Leal, agregando a marca Valverde enquanto marca própria, e um portefólio de marcas internacionais como o Intercontinental Cascais-Estoril ou o Hollyday InnBraga.

Na calha, e já contratualizados, o grupo tem quatro novos projetos: a expansão do InterContinental Cascais-Estoril para o antigo edifício Eden, um projeto com assinatura de Philippe Starck - e que será o primeiro hotel em Portugal com decoração totalmente assinada pelo designer francês; um novo Residence Inn em Cascais, com 79 apartamentos; a reabilitação da Pensão Londres, no Bairro Alto, com 43 quartos e vistas privilegiadas sobre a cidade e ainda o Moxy Lisbon Santos. Este, que será o maior hotel do grupo, vai nascer no antigo edifício do IADE, terá 166 quartos e será o hotel mais “lifestyle do grupo”, afirmaram os responsáveis, revelando que as áreas públicas, como a receção, estarão concentradas no último andar do edifício, para permitir uma vista diferenciada sobre Lisboa.

Nos próximos cinco anos, o grupo conta investir cerca de €100 milhões euros em projetos, com as estadas prolongadas a ser uma aposta assumida e para reforçar. “Estamos a chegar a uma altura em que o Turismo está a abrandar, e acreditamos que a oferta diferenciada vai fazer muita diferença no nosso potencial de crescimento”, adiantou Henrique Tiago de Castro, Chief Operating Officer do grupo.

A marca Valverde poderá também crescer, com o grupo “ativamente à procura de oportunidades” em regiões como o Alentejo e o Norte para estender a rede Valverde.

Este texto foi originalmente publicado na edição de 16 de janeiro de 2026 do Dinheiro Vivo

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