'Factoring' cresce 12,7% em 2025 e atinge máximo histórico de 51 mil milhões

ALF diz que o resultado consolida a posição do 'factoring' como pilar do "financiamento às empresas portuguesas, em particular no apoio à gestão de tesouraria e à dinamização da atividade exportadora"
'Factoring' cresce 12,7% em 2025 e atinge máximo histórico de 51 mil milhões
ana ribeiro/grifus
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O ‘factoring’ atingiu em 2025 um máximo histórico de 51,5 mil milhões de euros, uma subida de 12,7% face ao ano anterior, avançou Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

Segundo o comunicado, o resultado consolida a posição do 'factoring' (solução financeira em que uma empresa cede as suas faturas ou créditos a curto prazo a uma instituição financeira) "como um pilar fundamental do financiamento às empresas portuguesas, em particular no apoio à gestão de tesouraria e à dinamização da atividade exportadora".

O ‘confirming’ (serviço bancário de gestão de tesouraria onde uma empresa transfere para um banco o processo de pagamento aos seus fornecedores) afirmou-se como o maior segmento individual, com 23,6 mil milhões de euros em créditos tomados, enquanto o factoring doméstico cresceu 16,3%, para os 21,8 mil milhões de euros.

No ‘leasing’, a produção conjunta das componentes mobiliária e imobiliária totalizou 3,2 mil milhões de euros, tendo o ‘leasing’ mobiliário crescido 4,0%, para 2,24 mil milhões de euros, impulsionado pelos setores automóvel e industrial, enquanto o ‘leasing’ imobiliário estabilizou nos 917 milhões de euros, com crescimento marginal de 0,7%.

O ‘renting’ consolidou a sua trajetória de expansão, com 42.332 novas viaturas contratadas, mais 9,6% do que em 2024, e uma frota total que ultrapassa as 146 mil unidades. O setor reforçou também o seu papel na transição energética, com os veículos de zero emissões a representarem já 25,6% da produção anual.

O contributo dos elétricos no ‘renting’ cresceu 17,6% face ao ano anterior, em sentido contrário, os veículos a gasóleo recuaram 18,7%, numa tendência de queda que se prolonga há vários anos.

"Estes números refletem a confiança que o tecido empresarial português deposita nas soluções dos nossos associados", afirmou o presidente de direção da ALF, Luís Augusto.

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