Luís Palha da Silva lidera a Pharol
Luís Palha da Silva lidera a PharolDiana Quintela / Global Imagens

Falência da Oi sem repercussões financeiras na Pharol

A Pharol lembra que já não detém participação acionista na empresa brasileira e indica que a sua principal preocupação se prende com litígios fiscais anteriores a 2014, cujo valor potencial máximo ascende a 153 milhões de euros e cuja responsabilidade havia sido contratualmente assumida pela Oi.
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A Pharol SGPS anunciou que a declaração de falência da operadora de telecomunicações Oi não tem qualquer repercussão direta na sua situação financeira, pois já não detém participação acionista na empresa brasileira.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol indica que a sua principal preocupação se prende com litígios fiscais anteriores a 2014, cujo valor potencial máximo ascende a 153 milhões de euros e cuja responsabilidade havia sido contratualmente assumida pela Oi.

Estes processos, explica, implicam “responsabilidades solidárias” para a Pharol, “com os correspondentes mecanismos de garantias e contra-garantias”.

A holding portuguesa esclarece que já caducaram as garantias que haviam sido prestadas pela OI à Pharol, no montante aproximado de 83 milhões de euros, o que representa uma redução material da sua exposição potencial.

Contudo, argumenta que o risco real e efetivo é muito menor do que o valor potencial de 153 milhões de euros, acrescentando que os processos com risco considerado “provável ou possível” valem apenas 3,1 milhões de euros e que, para cobrir esse valor, existe um depósito de 7,86 milhões de euros constituído pela PT Participações, entidade de direito português e, portanto, fora do alcance da falência da empresa brasileira.

A empresa acrescenta que continuará a acompanhar atentamente, com os seus consultores, o processo de falência da Oi para salvaguardar a vigência das garantias existentes até terminarem todos os processos de liquidações anteriores a 31 de dezembro de 2014.

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