Gigante chinês JD.com regista prejuízos de 338 milhões pela primeira vez em quatro anos

Tecnológica indicou que a sua faturação aumentou 1,5% entre outubro e dezembro, para 43,9 mil milhões de euros, um valor 3,9% abaixo das previsões mais difundidas entre os analistas.
Gigante chinês JD.com regista prejuízos de 338 milhões pela primeira vez em quatro anos
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O gigante chinês do comércio eletrónico JD.com registou prejuízos líquidos de 2.713 milhões de yuan (338 milhões de euros) no último trimestre, a primeira vez que apresenta resultados negativos em quase quatro anos.

Nas contas enviadas na noite de quinta-feira à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde está cotada, a tecnológica indicou que a sua faturação aumentou 1,5% entre outubro e dezembro, para 352.284 milhões de yuan (43.935 milhões de euros), um valor 3,9% abaixo das previsões mais difundidas entre os analistas.

A principal razão para estes prejuízos foi o aumento do gasto da JD.com para impulsionar novos negócios, quase seis vezes superior ao de há um ano, sobretudo devido à sua entrada no competitivo mercado da entrega de comida ao domicílio na China, onde enfrenta uma forte concorrência de outros gigantes do setor, como Alibaba e Meituan.

No âmbito dessa disputa, a empresa de Pequim anunciou no fim de semana passado que já atingiu uma quota de mercado de 15%, estabelecendo como objetivo duplicá-la para 30% antes do final deste ano.

A intensa competição entre estas empresas, marcada por gastos de milhares de milhões de yuan para atrair clientes com descontos agressivos, levou as autoridades chinesas a intervir, tendo aberto uma investigação em janeiro.

Além da disputa pela quota de mercado, a JD.com e o setor em geral enfrentam um contexto marcado pela desconfiança dos consumidores e pela consequente fraqueza da procura interna, questão sobre a qual o Governo anunciou iniciativas como um plano multimilionário de renovação de eletrodomésticos e outros dispositivos eletrónicos.

No entanto, segundo analistas, os objetivos económicos para 2026 e o plano quinquenal que orientará a segunda maior economia do mundo até 2030 não incluem medidas significativas para estimular o consumo, voltando a privilegiar o apoio à oferta em detrimento da procura.

A JD.com informou também de uma queda de 52,54% no lucro líquido em 2025, para cerca de 19.631 milhões de yuan (2.448 milhões de euros), enquanto as receitas aumentaram 12,97% no conjunto do ano.

As ações da tecnológica subiram hoje 8,51% durante a sessão da manhã em Hong Kong, embora acumulem uma queda de 41,23% nos últimos doze meses.

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