

Um grupo de 22 países pede às empresas que desenvolvem Inteligência Artificial (IA) protocolos de segurança transparentes, com análises feitas aos algoritmos antes ainda da implantação dos modelos de linguagem, a par de uma avaliação independente.
Na sequência de vários profissionais do setor alertarem para os riscos levantados pela IA, são agora os líderes políticos que se levantam para fazer valer os seus objetivos.
A requisição surge no âmbito da Semana de Alto Nível da ONU. Os subscritores, reconhecem o potencial da IA, mas sublinham a necessidade de estabelecer garantias de segurança, em primeiro lugar. Querem ainda ver estabelecidas, por governos e organizações regionais, normas comuns, assim como garantir que todos os países têm acesso à tecnologia.
Entre os subscritores estão representantes dos governos de Espanha, Noruega, Austrália, Irlanda, Barém, Dinamarca, Estónia, Alemanha, Islândia, Cazaquistão, Quénia, Letónia, Moldávia, Países Baixos, Singapura, África do Sul, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
Ora, segundo se pode ler no documento, a IA mostra capacidade para "melhorar as nossas vidas, impulsionar o avanço científico e fortalecer as nossas economias", mas também cria potenciais problemas. Os rápidos avanços resultam em "graves riscos para a segurança e a proteção, se não se questionar adequadamente".
Assim sendo, "a IA deve ficar sob a direção, a supervisão e o controlo humano e deve desenvolver-se e utilizar em conformidade com o Direito Internacional", esclarecem.