

A Stellantis registou um lucro de 670 milhões de euros no primeiro semestre, após o prejuízo de 2.256 milhões registado no mesmo período do ano passado, informou esta quinta-feira o grupo automóvel.
Em comunicado, a Stellantis divulgou que o resultado operacional ajustado entre janeiro e junho foi de 1.733 milhões, um aumento de 221% em relação ao registado no mesmo período de 2025.
O volume de negócios aumentou 10%, para 81.614 milhões, e a sua evolução, tal como a do resultado operacional, foi melhor no segundo trimestre do que no primeiro.
Entre abril e junho, o resultado operacional ajustado registou um salto de 263%, para 773 milhões de euros, enquanto o volume de negócios progrediu 13%, para 43.482 milhões.
O aumento das receitas no segundo trimestre deveu-se principalmente ao crescimento em termos homólogos na América do Norte (32%) e na América do Sul (6%), enquanto se mantiveram na Europa e registaram uma ligeira descida no Médio Oriente e em África, bem como na região da Ásia-Pacífico.
As vendas de automóveis do grupo cresceram 6% na América do Norte entre abril e junho, enquanto na América do Sul as diminuíram 2%.
Já na Europa, aumentaram 3%, ou 7% se se incluir a filial de veículos elétricos com a empresa chinesa Leapmotor.
No Médio Oriente e em África, as vendas diminuíram 6% num contexto de estagnação total devido aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que provocaram uma contração geral de 8% nesse mercado.
Na Ásia-Pacífico, a Stellantis comercializou menos 29% de veículos no segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2025.
Desta forma, a Stellantis confirmou as perspetivas financeiras para o conjunto do ano, prevendo que terá de absorver um impacto decorrente das alterações nas tarifas aduaneiras entre 1.000 e 1.200 milhões de euros (até agora tinha antecipado 1.300 milhões), após ter registado custos de 300 milhões no primeiro semestre.
Na terça-feira, a empresa acordou a venda do seu negócio de partilha de automóveis Free2move à sociedade de investimento alemã Mutares, ainda que sem revelar o valor da operação.
Em comunicado, a fabricante automóvel francesa PSA, que posteriormente se uniu à FCA (Fiat Chrysler Automobile) para formar o Grupo Stellantis avançou que a transação deverá estar concluída até ao final de 2026.