Hyperion conclui central fotovoltaica em Abrantes e inicia produção no segundo trimestre

São 35 mil painéis distribuídos por 53 hectares de área e a capacidade instalada ascende a 18 megawatts. Vão permitir produzir o equivalente ao consumo médio anual de 15 mil habitações.
Hyperion conclui central fotovoltaica em Abrantes e inicia produção no segundo trimestre
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A Hyperion Renewables anunciou esta sexta-feira, 27 de fevereiro, a conclusão da instalação dos 35 mil painéis solares da central fotovoltaica em Arreciadas, Abrantes, e prevê iniciar a produção de energia no segundo trimestre de 2026, após a ligação à rede elétrica.

Em informação enviada à Lusa, fonte da empresa indicou que, apesar de o parque estar estruturalmente concluído em Abrantes, no distrito de Santarém, a infraestrutura ainda aguarda a finalização da linha de ligação à rede, condição necessária para entrar em operação.

“Os painéis fotovoltaicos e as estruturas principais do parque já estão instalados. O projeto avança conforme o planeado e, neste momento, o foco está na construção da linha de ligação à rede elétrica, que é um processo complexo e detalhado”, declarou fonte oficial da empresa, apontando o final de abril como data prevista para a entrada em funcionamento.

O projeto, cuja construção foi anunciada em maio de 2024, está instalado numa área de 53 hectares na aldeia de Arreciadas, na União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, e terá uma capacidade instalada de 18 megawatts (MW), com produção estimada superior a 50 gigawatts-hora (GWh) por ano - suficiente para o consumo médio anual de cerca de 15 mil habitações.

No âmbito de um protocolo com a Câmara Municipal de Abrantes, celebrado em fevereiro de 2025, a Hyperion apoia o projeto Dem.Care.Abt, destinado a 128 pessoas com demência e seus cuidadores informais, financiado também pelo fundo Portugal Inovação Social.

A iniciativa inclui ações de formação e metodologias inovadoras de apoio à comunidade.

Outros compromissos previstos no protocolo continuam em desenvolvimento, como atividades educativas, visitas de estudo à central e criação de um percurso pedagógico na área envolvente, com sinalética informativa sobre o funcionamento e impacto da infraestrutura.

O ponto de injeção da central à rede será na subestação de Olho de Boi, em Alferrarede.

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