Os primeiros oito meses do ano trouxeram 1.451 processos de insolvência em Portugal. Os números ditam uma redução de 0,2% (1.454 um ano antes), por comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, esta variação esconde situações muito distintas entre setores, regiões e meses do ano.
Desde logo, entre janeiro e agosto, o índice geral apresentou variações muito distintas. Registaram-se subidas em janeiro (2,9%), março (22,2%), abril (21,0%) e junho (17,8%), assim como reduções em fevereiro (-16,3%), maio (-9,5%), julho (-4,0%) e, sobretudo, agosto (-27,6%), com a mexida mais acentuada, na medida em que se registaram 123 processos de insolvência.
Os dados são da Allianz Trade e foram divulgados esta terça-feira, 29 de setembro.
Por setor, 374 empresas dos serviços entraram em insolvência, ou seja, mais 10,3% do que no período homólogo (25,8% do total de casos). Na construção, observaram-se 283 processos, um aumento de 10,5% por comparação com janeiro a agosto de 2025 (19,5% do total).
Em sentido oposto, as insolvências no retalho caíram 12,6% para 166, ao passo que o agroalimentar recuou 9,8%, até aos 101. Nos têxteis, houve uma redução de 7,6%, para 157 insolvências.
Ao nível da geografia, é de salientar que Porto e Lisboa somam aproximadamente 46% dos processos de insolvência registados de janeiro a agosto. Na Invicta, registaram-se 340 insolvências, uma redução de 16,5% face a igual período do ano passado. Em Lisboa, porém, registou-se um acréscimo de 16,2%, já que os dados indicam um total de 322 processos.