Irão: TotalEnergies com ruturas em 66% dos postos em França devido a limites de preço

No total, cerca de 18% de todos os postos de abastecimento em França encontravam-se hoje de manhã sem pelo menos um dos combustíveis que vendem habitualmente
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Cerca de 66% dos postos de abastecimento da TotalEnergies em França ficaram esta terça-feira, 7, sem algum dos combustíveis que comercializam, segundo o Governo, devido aos limites impostos aos preços de venda do grupo petrolífero, inferiores aos da concorrência.

O gabinete da ministra francesa da Energia, Maud Bregeon, atualizou a percentagem de postos de abastecimento em que algum combustível esgotou e precisou que, esta manhã, em todo o país, a falta de algum combustível afetava cerca de 66% dos postos da TotalEnergies, mas apenas 4,1% dos restantes.

No total, cerca de 18% de todos os postos de abastecimento em França encontravam-se hoje de manhã sem pelo menos um dos combustíveis que vendem habitualmente, indicou a ministra. 

A TotalEnergies não quis quantificar os postos afetados, argumentando que a situação "evolui muito rapidamente", e sublinhou que as suas equipas "estão mobilizadas para reabastecer os postos de abastecimento".

A TotalEnergies conta com 3.300 postos de abastecimento em França, representando cerca de um terço dos existentes no país. 

A razão é a elevada procura devido aos limites de preço que a empresa aplicou até à meia-noite de segunda-feira: 1,99 euros por litro para a gasolina e 2,09 euros por litro para o gasóleo, tarifas inferiores às dos outros distribuidores.

Numa entrevista ao canal BFMTV, Maud Bregeon afirmou que, desde o início da crise dos preços dos combustíveis com a guerra no Médio Oriente, não se verificaram abusos nas margens dos distribuidores de combustíveis em França.

"As margens atuais são sensivelmente as mesmas que existiam antes do início do conflito, não houve um aumento indevido", salientou.

A ministra descartou a imposição de um congelamento de preços, o que "conduziria muito rapidamente a problemas de escassez", até porque a situação das finanças públicas francesas não o permitiria.

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