

O banco de investimento JPMorgan pretende reforçar as contratações e o investimento na China continental e em Hong Kong, antecipando que o número de empresas chinesas clientes volte a duplicar na próxima década, afirmou o presidente executivo, Jamie Dimon.
“Prestamos serviços bancários a 300 ou 400 empresas – empresas chinesas na China – e esse número provavelmente duplicou nos últimos 10 anos”, afirmou Dimon, citado pelo jornal South China Morning Post (SCMP), durante uma visita a Hong Kong.
“Provavelmente vai duplicar novamente nos próximos 10 anos”, acrescentou.
O JPMorgan Chase, o maior banco mundial em capitalização bolsista, pretende reforçar as contratações e o investimento em tecnologia na região, procurando beneficiar da recuperação dos mercados de capitais de Hong Kong e do papel da cidade como porta de entrada para o mercado chinês.
Nos primeiros oito meses de 2026, a captação de capital através de ofertas públicas iniciais (IPO) na Bolsa de Valores de Hong Kong aumentou 153% em termos homólogos, para 342.400 milhões de dólares de Hong Kong (38.450 milhões de euros).
Dimon destacou o papel da região semiautónoma chinesa na ligação entre investidores internacionais e empresas que procuram captar capital.
“Damos a conhecer ao mundo as empresas chinesas e a economia chinesa”, afirmou. “Trazemos 3.000 multinacionais para a China, Grande China e Hong Kong”.
O responsável explicou que o banco apoia também empresas chinesas na expansão internacional.
“Muito do que fazemos para ajudar esses clientes não acontece aqui. Acontece em mercados de todo o mundo onde estão a crescer e a investir”, afirmou.
O JPMorgan está entre os bancos norte-americanos com maior presença na China, dispondo de licenças para operar uma sociedade de valores mobiliários totalmente detida pelo grupo, uma gestora de ativos e um banco comercial registado localmente.
O banco foi uma das 15 instituições financeiras estrangeiras que participaram, em 21 de setembro, numa reunião em Pequim com o governador do banco central chinês, Pan Gongsheng, sobre o acesso ao mercado.
Sjoerd Leenart, presidente executivo do JPMorgan para a Ásia-Pacífico, afirmou ao SCMP que o número de trabalhadores do grupo na China duplicou nos últimos oito anos.
“Estamos constantemente a acrescentar banqueiros para cobrir mais clientes” entre as empresas de média capitalização e no setor da economia da inovação, tanto em Hong Kong como na China continental, afirmou.
“É uma parte importante do nosso negócio asiático e tem crescido mais de 20% ao ano nos últimos anos”, acrescentou.