As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 7,4% até maio, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados mantiveram a recuperação do mês anterior e aumentaram 3%, divulgou esta sexta-feira a AICCOPN.
De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), o número de licenças emitidas para projetos de construção e reabilitação habitacional registou uma diminuição homóloga de 7,4% nos primeiros cincos meses do ano, para 8.350.
Em contrapartida, o número de fogos licenciados “manteve a tendência de recuperação evidenciada no mês anterior”, registando um crescimento homólogo de 3% para um total de 18.649 alojamentos.
Até ao final de maio, os dados da AICCOPN apontam ainda que o consumo de cimento no mercado nacional atingiu 1.713 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,6% face ao mesmo período do ano anterior.
A associação destaca que os indicadores relativos ao financiamento à habitação “continuam a refletir um elevado dinamismo”, como o montante de novo crédito à habitação até maio, excluindo renegociações, a somar 9.969 milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 10,8%, num contexto de estabilização das taxas de juro em níveis inferiores a 3,1%.
Relativamente à avaliação bancária da habitação, em maio, o valor mediano registou uma variação homóloga de 17,1%.
Segundo a AICCOPN, este desempenho foi sobretudo sustentado pelo segmento dos apartamentos, cujo valor aumentou 20%, enquanto nas moradias se observou um acréscimo de 13%.
Analisando em mais detalhe a região do Alentejo, a AICCOPN indica que, nos 12 meses terminados em maio de 2026, foram licenciados 946 fogos em construções novas, uma “ligeira quebra” de 2% face aos 968 alojamentos licenciados no período homólogo.
Do total de fogos licenciados, 15% eram de tipologias T0 ou T1, 26% de tipologia T2, 35% eram T3 e 24% eram T4 ou superior.